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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O curso de cinema · Últimos dias para inscrições de projetos na Fábrica dos Cinemas do Mundo do Festival de Cannes


Programa oferece apoio a projetos em desenvolvimento. As inscrições podem ser feitas pela internet


Até o dia 2 de dezembro, é possível inscrever projetos na 5ª edição da Fábrica dos Cinemas do Mundo (La Fabrique des Cinémas du Monde) do Festival de Cannes, na França. A Fábrica é um espaço dedicado ao apoio, por meio de atividades de networking, workshops, encontros com órgãos internacionais de fomento e exibições paralelas, além de consultorias individuais, a projetos em desenvolvimento de diretores de países latino-americanos, africanos, asiáticos, da Europa Central ou Oriental ou do Oriente Médio, que estejam trabalhando em seu primeiro ou segundo longa. Os diretores selecionados serão convidados a participar do programa, que acontece no âmbito do Festival de Cannes, entre os dias 14 e 25 de maio do ano que vem, acompanhados de seus produtores.



As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet, pelo próprio site da Fábrica. Para se registrar, é necessário fornecer informações do projeto, como argumento, sinopse, justificativa para participação, estratégia de produção (gênero, público alvo, cronograma), orçamento, carta do diretor e links para seus trabalhos mais recentes na internet. O proponente também deverá enviar, no ato de inscrição, o tratamento mais recente do roteiro; um plano de financiamento, currículo do produtor (que deve ter produzido ao menos um filme nos últimos cinco anos) e do diretor e foto do diretor. Somente será aceito um projeto por proponente, e o orçamento deve ser de menos de 3 milhões de euros. Clique aqui e veja as condições para participação.



Os projetos serão selecionados por um comitê e divulgados em março do ano que vem nos sites doPavilhão dos Cinemas do Mundo do Festival de Cannes e do Instituto Francês. Os produtores selecionados terão os custos de viagem, acomodação, refeições e credenciamento cobertos pelo Instituto.



Há pelo menos quatro edições, o Brasil está presente no programa: em 2010, "Pela janela, de Caroline Leone, esteve entre os selecionados; em 2011, foi a vez de “1994”, de Gustavo Melo; em 2012, Anita Rocha da Silveira e Vania Catani levaram “Mate-me por favor” ao pavilhão; e na edição deste ano, “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, representou o país no evento.
Para mais informações, consulte o site do Pavilhão Cinémas du Monde do Festival de Cannes.


Fonte: http://ancine.gov.br/sala-imprensa/noticias/ltimos-dias-para-inscri-es-de-projetos-na-f-brica-dos-cinemas-do-mundo-do-fes


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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Steven Spierlberg presidente?

Steven Spielberg será o presidente do júri no Festival de Cannes 2013

O diretor de Lincoln deverá ajudar a escolher o novo filme vencedor da Palma de Ouro em 2013.


por Bruno Carmelo





Conhecido por suas grandes produções comerciais, que vão dos filmes de guerra às ficções científicas, Steven Spielberg tem se transformado aos poucos em um cineasta respeitado no circuito de arte. Depois de uma grande consagração na Cinemateca Francesa, com uma retrospectiva elogiosa de toda a sua obra, Spielberg foi convidado a ser o presidente do festival de Cannes em 2013.



O cineasta aceitou o convite e emitiu uma nota, com a seguinte mensagem: "É uma honra e um privilégio ser o presidente do júri em um festival que prova, ano após ano, que o cinema é a linguagem mundial". O anúncio vem logo após o sucesso de comercial de Lincoln, drama que agradou o público e a crítica, embora não tenha obtido o prêmio máximo no Oscar. Spielberg sucede ao italiano Nanni Moretti, presidente da edição de 2012, quando o drama austríaco Amor, de Michael Haneke, foi o vencedor da Palma de Ouro.



Ainda falta saber quem serão os outros membros do júri e, acima de tudo, quais serão os cerca de vinte filmes escolhidos para a competição oficial. Por enquanto, o sangrento Only God Forgives e o drama The Bling Ringaparecem bem cotados entre os títulos americanos, enquanto The Nymphomaniac e Twelve Years a Slave têm sido citados como bons candidatos europeus.

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fonte: adormecida.com.br

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cinema brasileiro homenageado no Festival de Cinema de Cannes


Homenageado em Cannes, cinema brasileiro vive momento fértil

Cena de 'Na Estrada', de Walter Salles, que irá concorrer a prêmio em Cannes. Foto: DivulgaçãoCena de 'Na Estrada', de Walter Salles, que irá concorrer a prêmio em Cannes
Foto: Divulgação

Homenageado no Festival de Cannes, que começa nesta quarta-feira (16), no sul da França, o cinema brasileiro atravessa um período fértil, com a produção de 100 filmes por ano e maior visibilidade internacional. "O cinema brasileiro vive um momento de muita diversidade. Estamos produzindo quase cem filmes por ano e ocupando uma parte importante de nosso mercado", comemorou, em entrevista à AFP, o cineasta Cacá Diegues, que presidirá no evento o júri da Camera D'Or, prêmio destinado ao diretor revelação.
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A 65ª edição do festival, que será realizado entre 16 e 27 de maio, não exibirá longas-metragens brasileiros em sua seção oficial. Porém, o Brasil estará presente em um documentário sobre a bossa nova, três curtas-metragens, duas co-produções, três filmes clássicos brasileiros e, na mostra oficial, com Na Estrada (On the Road), produção americana baseada no romance de Jack Kerouac - clássico da literatura beatnik, escrito em 1957 -, dirigida pelo brasileiro Walter Salles e filmado em estradas nos Estados Unidos, Canadá e México.
A produção de filmes brasileiros saltou na última década de uma média de 30, em 2002, para um recorde de 99, em 2011, segundo dados da estatal Ancine. Para João Guilherme Barone, professor e pesquisador de cinema e indústria audivisual da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o cinema brasileiro conseguiu, na última década, produzir mais, diversificar-se e nacionalizar grande parte da distribuição, que antes era dominada pelas empresas estrangeiras.
"Entre 2004 a 2009, o número de distribuidoras passou a ser majoritariamente nacional, com um aumento de mais de 200%. Hoje, 73% do cinema brasileiro é lançado por distribuidoras brasileiras", afirmou. A arrecadação do nicho também cresceu e fechou 2011 com R$ 164 milhões, após um recorde em 2010, quando sucessos de bilheteria como Tropa de Elite 2 e Nosso Lar ajudaram a arrecadar R$ 222 milhões.
O Brasil estará, ainda, presente com uma sessão especial dedicada a A Música Segundo Tom Jobim (2011), do cineasta Nelson Pereira dos Santos, de 84 anos, documentário que homenageia Antônio Carlos Jobim, um dos criadores da bossa nova. "Amo o cinema brasileiro por muitas razões. E uma importante é que ele é plural, diferente da época do Cinema Novo, quando havia uma polarização temática por causa da necessidade que tínhamos de combater a ditadura e de mostrar a realidade de um Brasil que a censura queria esconder", disse Pereira dos Santos à AFP.
"Acho que merecíamos ter mais filmes selecionados oficialmente. Mas a presença de Walter (Salles) na competição e de curtas-metragens na seleção oficial, somada à homenagem ao cineasta Nelson Pereira dos Santos, e a mais três filmes brasileiros clássicos, tudo isso é uma deferência muito especial à nossa cinematografia", completou Diegues, um dos fundadores do Cinema Novo, cineasta brasileiro que mais concorreu à Palma de Ouro durante sua carreira.
Para Ilda Santiago, diretora do Festival de Cinema do Rio e representante da mostra de Cannes no Brasil, a homenagem ao país significa o reconhecimento da importância do cinema brasileiro. "Há vários níveis da presença do cinema de um país em um festival, não apenas na seleção oficial. Avaliamos também o número de produtores, projetos que foram recebidos, inclusive no nível de coprodução", disse Ilda à AFP, completando que nesses quesitos o país está bem representado.
"Fico feliz e acho que é muito honroso para o Brasil ser escolhido o país homenageado. Isso dá visibilidade a todos os projetos, abre portas para o futuro", completou. Para ela, as indústrias do cinema brasileiro e latino-americano se fortaleceram nos últimos anos, e agora contam com produções destinadas "a todos os gostos". "Toda a América Latina, não só o Brasil, começou a aparecer mais nos últimos anos em todos os festivais", disse. "Começa a despontar um novo cinema", concluiu.

fonte; www.cinema.terra.com.br