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quinta-feira, 9 de maio de 2013

O Curso de Cinema: Documentário vai mostrar ações de voluntariado







Uma parceria entre a Unidade da Parceiros Voluntários (UPV) de Santa Cruz do Sul – coordenada pela Associação de Entidades Empresariais (Assemp) – e alunos do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), vai viabilizar a produção de um documentário na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Frederico Assmann, participante da Ação Tribos nas Trilhas da Cidadania – Programa Jovem da PV. A iniciativa prevê a realização de uma oficina de orientação aos alunos da escola que, posteriormente, produzirão um curta-metragem. Gravada por alunos da Unisc, a produção deve gerar um documentário. O projeto tem por objetivo aproximar os estudantes da cultura do cinema e inspirar os jovens ao voluntariado. “Sem dúvida, projetos como esse, em que a universidade traz para a escola uma nova realidade, gera conhecimento, integração e faz com que desperte o interesse dos alunos para atuarem diante da comunidade”, destaca a coordenadora da UPV de Santa Cruz, Alice Kwiatkowski.
Sob a orientação de uma equipe de alunos do Curso de Comunicação Social – Habilitação Produção em Mídia Audiovisual – estudantes do 8º ano e 8ª série da escola vão produzir um curta-metragem (10 minutos), desde o roteiro até a edição. Os acadêmicos Jonathan Adam (direção/produção), Gustavo Deon (produção/roteiro/câmera/edição), Daniel Machado (roteiro/câmera/edição), Patrícia Fanck (produção) e Marcellus Vinícius (direção defotografia) serão responsáveis por ministrar oficinas de introdução ao audiovisual, bem como acompanhar os jovens durante todo o processo de produção. Depois de finalizado, o documentário será apresentado aos alunos e discutido em um bate-papo sobre a gravação.

Tribos

A Tribos Nas Trilhas da Cidadania é uma ação de mobilização feita por jovens que querem transformar a realidade através de ações voluntárias em suas comunidades durante todo o ano. Os participantes podem ter ajuda de vários parceiros na comunidade: empresas locais, rádios, jornais, emissoras de TV, familiares, vizinhos, representantes dos poderes públicos, organizações sociais, grupos de jovens, outras escolas, entre outros. Escolas públicas ou privadas ainda podem se inscrever na Ação 2013 por meio do site www.tribosparceirosvoluntarios.org.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3715 68 44.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Curso de Cinema: Curso dá oportunidade para quem quer trabalhar com cinema em AL



Inscrições vão até sábado (11), no Instituto Carlos Conce, em Maceió.
Alunos poderão tirar carteira de ator ou atriz ao final das aulas.




Quem é apaixonado por cinema e deseja fazer o curso “Zendo de Cinema e Filme”, que acontece pela segunda vez na cidade de Maceió, com aulas práticas e teóricas, deve se inscrever no Instituto Carlos Conce, na Ponta Verde. Mas é preciso correr porque as aulas vão começar no próximo sábado (11), dia em que terminam as inscrições.

A intenção é produzir o filme "O Ministério do Homem de Barro", um longa que envolve investigação e ação.

Segundo o instrutor e diretor do curso, Hebert Lisboa Torres, as pessoas ainda poderão tirar a carteira de ator ou atriz. “Apesar do curso ter o foco em atuação, durante as aulas, elas participarão de todo o processo de montagem do filme, como a produção cinematográfica”, diz.

Além de Torres, as aulas serão ministradas por diretores cênicos e de fotografia, roteiristas e equipe de apoio à produção cinematográfica. O curso acontecerá no Instituo Carlos Conce, na Av. Dr. José Sampaio Luz, no bairro da Ponta Verde, em Maceió.


Para se inscrever no curso, que deve durar entre sete e oito meses, é preciso ter no mínimo oito anos. A matrícula é de R$ 90 e a mensalidade é de R$ 80. A intenção é que o dinheiro seja aplicado na produção do próprio filme. Estão disponíveis 40 vagas.

Cineasta
Hebert Torres já fez seis filmes como roteirista. Atuando como produtor e diretor já realizou nove longas metragens. O mais conhecido deles é “O Agente Kenedy e a Fórumula DHD”, um filme realizado em 128 cidades alagoanas.

Ele é diretor cinematográfico registrado pela Delegacia Regional do Trabalho em Alagoas, com experiências em direção, produção, atuação, captação de imagens, criação de roteiros, entre outros. Já participou de filmes, minisséries, programas de TV, peças teatrais, pegadinhas, monólogos audiovisuais, oficinas e cursos de cinema. Atua no ramo desde a década de 70.

Mais informações podem ser obtidas através do telefone 3327-7090.

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fonte: http://g1.globo.com/

terça-feira, 16 de abril de 2013

O Curso de Cinema: Produtora baiana faz sucesso com vídeos de humor apostando em temas locais



Com esquetes de, no máximo, cinco minutos, a produtora +1 Filmes tem se tornado sucesso de visualizações no YouTube

“O que eu quero? Eu quero o que todo homem de Cajazeiras quer: que o metrô chegue até lá”. A frase acima, carregada de ironia, poderia ter sido dita por qualquer morador de um dos maiores bairros de Salvador, que aguarda ansiosamente o dia em que o metrô vai ultrapassar a curta distância entre a Rótula do Abacaxi e a Lapa. Mas a fala é do Vingador do Subúrbio, um dos personagens de maior sucesso da produtora baiana +1 Filmes, que tem chamado atenção com seus vídeos no YouTube.



Nos mais de 80 curtas que já foram postados pela produtora no site, as referências ao universo soteropolitano e a peculiaridade dos diálogos - falados sempre no mais genuíno ‘baianês’ - têm sido os elementos do sucesso do grupo formado por Fabiano Passos, 32 anos, Uelter Ribeiro, 28, Camila Loureiro, 24, e Moara Rocha, 23.

Desde a primeira postagem, em agosto de 2012, os curtas já conseguiram ultrapassar 2,8 milhões de acessos. “Nos últimos dois meses, o acesso às nossas páginas mais que duplicou e as curtidas no Facebook também”, diz Fabiano. Eles também mantêm o site www. maisumfilmes.com.br.

Fabiano explica que, a partir de O Vingador do Subúrbio, postado em março, a produtora se profissionalizou e o grupo passou a se dedicar inteiramente a essas filmagens. “Hoje temos nos preocupado mais com as filmagens porque a repercussão tem sido positiva, sobretudo depois desse vídeo”, afirma.

Semanalmente, são postados de dois a três novas produções no YouTube. O trabalho também começou a ganhar visibilidade com o reforço do experiente ator Pisit Moura, vencedor do prêmio de melhor ator no Braskem 2003 por sua atuação em Deus Danado. Com 12 anos no mercado, Pisit conta que, a princípio, a ideia era fazer apenas uma participação no vídeo Bambuluá.

“Logo rolou uma identificação e começamos a trabalhar em outros vídeos ”, explica o ator, que também atuou na série A Diarista, da Globo. “A Bahia é muito carente de comédia nesse estilo. Essa é uma linguagem nova para o povo daqui e chegamos para mostrar que existe produção”, completa.

Outro destaque da produção é Vassil Cavalcanti, que interpreta o Vingador do Subúrbio propriamente dito. Professor de jeet kune do (arte marcial de combate desenvolvida pelo ator Bruce Lee), ele diz que sua pretensão como ator é unir artes marciais e cinema. “Por isso, gosto mais da minha partipação em O Vingador, por causa da ação”, justifica ele, que também participou de Bambuluá.

Sátira
Os títulos dos filmes não poderiam ser mais correspondentes com a realidade de quem vive em Salvador. Capoeira Kid, Guerra de Flanelinhas, Baleiro do Amor e Ladrão Broder são algumas das produções de maior sucesso da +1. Entre os vídeos mais vistos no YouTube estão Arrebatadores – Senta Na Bíblia (415 mil acessos), Capoeira Kid (127 mil) e Baleiro do Amor (206 mil).

Arrebatadores faz uma sátira musical, ao som do funk, com os religiosos petencostais e neopetencostais. Já em Trainee de Vegetariano, um casal tenta explicar ao vendedor que não come carne e, em resposta, recebem:
“Mastiga, mermão, chupa e depois joga fora”.

Em 10% é possível captar outro diálogo tipicamente soteropolitano. Na praia, ao telefone, o personagem lança a sequência de questionamentos: “Onde você tá?/ Você não tá aqui, não?/ Cê tá aí, é? /Eu tô aqui! /Não, não, fique aí que eu vou pra lá ”, finaliza. Já em Baleiro do Amor, um vendedor na Estação do Iguatemi, com a ‘guia’ cheia de produtos de sex shop, solta sem nenhuma cerimônia: “Que horas são? Dez pra uma, tá na hora de dar uma”.

Uma sátira aos programas policialescos de televisão baiana é mostrada em A Hora da Bala. “Segundo informações exclusivas dos populares, a população não quer falar. Aqui ninguém viu nada, mermão”, diz a suposta apresentadora.

A proximidade com a cultura local, para Fabiano, não significa que o trabalho deles não poderá ser entendido em outros locais. “No caso das comédias americanas, por exemplo, podemos perder uma piada ou outra, mas o contexto geral nós entendemos. Acho que acontece a mesma coisa com o nosso trabalho”, acredita.

Sem roteiro A produtora nasceu de forma despretensiosa. O grupo se juntou para realizar um trabalho de conclusão de curso de Audiovisual na Unijorge, em 2010. O primeiro trabalho foi a série Oxe, Se Fosse na Bahia. “Logo houve uma repercussão positiva e assim percebemos que deveríamos investir em internet”, continua Fabiano. “Na internet, conseguimos trabalhar de forma independente, sem mediadores, como nos casos de festivais. Assim, nosso contato com o público é direto, incluindo as críticas”, completa Uelter.

Para garantir a espontaneidade, peça-chave nas produções, os diretores evitam produzir um roteiro prévio. “Pensamos na ideia e só avisamos aos atores aonde eles devem ir e o figurino para usar”, explica Uelter. “O mais legal desse projeto é que discutimos muitas coisas na hora sobre o roteiro e trabalhamos a improvisação”, completa Pisit.

No próximo mês, o grupo inicia uma agenda de gravações no interior da Bahia. Eles passam por Cachoeira, Feira de Santana, Vitória da Conquista e em Palmeiras, no Vale do Capão, para gravação de dez novos episódios do Oxe, e se Fosse na Bahia.

Bom humor e ironia na rede

O Suicida
Com os atores Paulo Papel, Elmir Matheus e Pisit Mota no elenco, o vídeo mostra, com bom humor, três jovens com conflitos existencias. Postado em março, o vídeo já ultrapassou 66 mil visualizações no YouTube.


O Vingador do Subúrbio
O vídeo mostra a trajetória do homem que busca vingança a qualquer custo. O sucesso do curta levou a produtora a profissionalizar mais as gravações, colocando os filmes como prioridade no trabalho.


O Conselho do Mestre Jedai
Uelter Ribeiro e Fabiano Passos, da equipe da + 1 Filmes, grava o próxima curta, numa lagoa nas proximidades do Centro de Convenções. O trabalho será lançado ainda esta semana.


Porta dos Fundos é referência em humor na internet
Nacionalmente, outro grupo também se tornou um fenômeno de audiência on line. A produtora Porta dos Fundos, idealizada por Antonio Tabet, Fabio Porchat, Gregório Duvivier, Ian SBF e João Vicente de Castro, mantém um canal no YouTube com atualizações semanais.


Fabio Porchat, um dos idealizadores dos vídeos da Porta dos Fundos

O canal já ultrapassa 80 vídeos e nenhum deles tem menos de 1,5 milhão de visualizações. No total, todas as produções do grupo já foram vistas mais de 90 milhões de vezes. O maior sucesso é o vídeo Sobre A Mesa, em que uma esposa revela para o marido seus desejos sexuais mais reprimidos, em termos impublicáveis, e já passou a marca de 6,2 milhões de visualizações.

“Claro que o trabalho deles é uma referência para nós. Já acompanhávamos desde o Anões em Chamas, que foi o precursor do Porta”, conta Fabiano. Em janeiro, a página da Porta dos Fundos foi a campeã de audiência no YouTube brasileiro, com 36 milhões de visualizações.

Os vídeos são, em sua maioria, esquetes de um a cinco minutos, sempre com sátiras do cotidiano sobrecarregadas de termos e ações nonsense e iconoclastas. Entre os temas mais abordados pelas produções estão sexo, racismo, religião e passagens históricas.

Mais vídeos:

Trainee de Vegetariano 


CAPOEIRA KID

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Curso de Cinema:MOSTRA UNIVERSITÁRIA DE CURITIBA LEVARÁ VENCEDORES AO FESTIVAL DE BERLIM




MOSTRA UNIVERSITÁRIA DE CURITIBA LEVARÁ VENCEDORES AO FESTIVAL DE BERLIM


A Mostra Universitária do FICBIC – Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba – VentoSul 20 Anos premiará quatro jovens cineastas brasileiros com uma viagem para a capital alemã para acompanhar o 63º Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2014.

O FICBIC será realizado durante a Bienal de Curitiba, de 25 a 28 de setembro de 2013, com a cerimônia de premiação marcada para o dia 29. Com curadoria do cineasta Eduardo Baggio, o festival contará com uma mostra de filmes contemporâneos nacionais e internacionais.

As produções podem ser inscritas em quatro categorias – ficção, documentário, videoclipe e vídeo experimental – e devem ter como diretor ou roteirista estudantes universitários, alunos de cursos técnicos ou recém-formados. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até o dia 6 de maio.

Mais informações podem ser encontradas no site www.ficbic.com.br.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

O Curso de Cinema: O anúncio da morte do cinema português foi exagerado






Nuno Sena diz que "o anúncio da morte do cinema português 'por falta de apoio financeiro público' foi algo exagerado. A décima edição do IndieLisboa, que acontece a partir de 18 de Abril, está aí para o mostrar.


São muitos os filmes que escapam a lógicas de financiamento tradicionais. Ainda assim, sem orçamentos públicos, não se fazem filmes em África, como "Tabu". E aquilo que não se produziu em 2012 só se vai notar em 2014, alerta o director do Indie. Mas volta a desdramatizar. "Está a chegar ao cinema uma mistura de gerações. Há a geração dos já consagrados ou dos que chegam agora a uma consagração, como Miguel Gomes, João Pedro Rodrigues e João Canijo, e, ao mesmo tempo, temos uma nova geração de realizadores como João Salaviza, Gabriel Abrantes ou Gonçalo Tocha. Estou optimista."




1. Quando eu digo que "o anúncio da morte do cinema português 'por falta de apoio financeiro público' foi exagerado", pretendo desdramatizar um pouco. Há uma lógica que foge ao domínio exclusivo dos apoios públicos. Muitas das produções do Indie deste ano foram feitas à margem dos sistemas tradicionais de financiamento. Isso não é a solução, atenção. Não é viável um cinema que não tenha parte do seu orçamento garantido por entidades públicas. Mas é interessante e saudável que haja uma diversidade de financiamentos. Quando o IndieLisboa começou, em 2004, não me recordo de mais do que um ou dois projectos com essas lógicas alternativas. Este ano, temos vinte, trinta produções portuguesas feitas dessa forma.


Estes filmes resultam de um grande investimento pessoal, de trabalho em rede, de partilha de recursos e de uma procura de pequenos financiamentos. No ano que passou, não tendo havido financiamentos públicos, existiram dois eventos responsáveis pela produção de muitos filmes, o Estaleiro /Curtas Vila do Conde e Guimarães Capital da Cultura 2012. Daqui resultaram projectos de pequeno orçamento. Claro que com esse dinheiro não se faz uma longa-metragem em África, não se faz um "Tabu". E, atenção, nas lógicas de produção há um efeito de "delay". Aquilo que não se produziu em 2012 só se vai notar em 2014...





2. Há um problema do país em pensar que as soluções estão sempre no Governo e, concretamente, em relação à cultura, há um problema de pensar que a viabilidade do sistema cultural depende apenas de um único agente e que esse agente é o Estado. Mas o Estado não pode retirar-se completamente, e foi esse o sinal em 2012. O período com o anterior secretário de Estado da Cultura (Francisco José Viegas) foi muito pouco frutífero. Em 2013, apesar de tudo, parece haver um retomar de um certo bom senso. Há sinais animadores do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), os concursos foram retomados, a Lei do Cinema entrou, finalmente, em vigor - ainda falta perceber como é que esse dinheiro vai chegar aos cofres do ICA e como vai ser distribuído. Os operadores de televisão dizem-se "aflitos", mas estamos a falar de migalhas dentro daquilo que são as suas receitas. Em qualquer país europeu há um contributo directo dos agentes de conteúdos audiovisuais para a produção de cinema; estamos a falar de conteúdos que alimentam horas de televisão, horas de cabo. Até os operadores de telemóvel deveriam ter sido chamados para contribuir, pois os conteúdos vão estar também nessas redes.





3. Depois de anos de crescimento no cinema, entre 1995 e 2005, voltámos a regredir. Recordo que entre 85 e 95 chegámos a ter menos de 200 salas de cinema. Havia capitais de distrito sem uma única sala. Esses anos coincidem com o apogeu do mercado de vídeo, que matou muitas salas. Em 1995, batemos no fundo. Justiça seja feita ao ministério Carrilho, que permitiu a construção e recuperação da rede de cine-teatros. Agora já não é o videoclube, mas sim a net a grande adversária do cinema em sala. Em Portugal, o número de espectadores nunca foi famoso - na melhor altura cinematográfica, o português ia uma vez e meia por ano ao cinema, uma das taxas de frequência mais baixas da Europa. Hoje temos um mercado a encolher e encolheria mais se não fossem os bilhetes vendidos em sistema "low cost": é o cartão Zon, o cartão Medeia...


Tem de haver uma educação para o cinema. O Plano Nacional de Cinema, ideia plasmada do Plano Nacional de Leitura para colocar crianças e jovens a ver cinema nas escolas, foi anunciado com pompa e circunstância pelo anterior secretário de Estado, mas está com dificuldade de implementação. Não se percebe porque é que esse projecto não é feito em rede com os agentes que estão no terreno, nomeadamente com os festivais de cinemas, que já têm uma espécie de serviço educativo, como o Indie. E os filmes vão ser vistos nas salas de aula? Não é suficiente levar o cinema às escolas, é preciso levar as escolas ao cinema. Os filmes têm que ser enquadrados. Tem de haver educação visual, com análise de carácter técnico e estético...





4. O cinema português sempre reflectiu muito o país, de forma mais metafórica ou mais directa - há uma curiosa evolução, sem juízos de valor, na forma como o cinema português deixou de ser tão metafórico para ser mais directo, ao falar de questões sociais como a imigração. E o festival desse ano reflecte isso. Temos um filme sobre a comunidade guineense, que eu nunca tinha visto reflectida no nosso cinema. O filme "Bobô", de Inês Oliveira, mostra o encontro entre uma mulher lisboeta e a sua empregada doméstica, guineense. Num outro filme, "A Batalha de Tabatô", do João Viana, há uma personagem, imigrante guineense em Lisboa, que vai à Guiné visitar um familiar. É um mergulho em raízes que muitos destes imigrantes já nem conhecem.
Por outro lado, na competição de longas, temos filmes como "Lacrau", de João Vladimiro, sobre as raízes rurais portuguesas. Ou "Campo de flamingos sem flamingos", de André Príncipe, documentário observacional sobre a paisagem rural portuguesa. E temos o filme de João Canijo, "Amor", sobre a comunidade piscatória das Caxinas. Ele interessou-se mais pelas caxineiras, não tanto pelos homens que vão para a pesca, mas mais pelas mulheres que ficam em terra. E é aqui reflectido um Portugal que, apesar das mudanças e dos dinheiros da Europa, tem uma sociedade muito estratificada, segundo papéis sociais idênticos aos que eram há cem anos.





5. Em edições futuras do festival, a emigração será, certamente, um dos temas presentes... Defendemos um cinema de enorme atenção ao real, ainda que seja um real transformado pela ficção. Esta herança do realismo português nunca será abandonada. Apesar de tudo, muito do cinema português ainda está dentro de algum casulo no que respeita aos temas. Talvez a ficção ainda esteja a perder alguma timidez no tratamento de personagens novas que não faziam parte da paisagem portuguesa há vinte anos. Penso que o tal casulo começou a ser furado com o visionismo do Pedro Costa, com "No Quarto da Vanda" ou mesmo na "Casa de Lava", que coloca no centro do seu filme personagens que fogem ao perfil das personagens tradicionais.





6. Fazendo um balanço dos dez anos de Indie, só ficaremos totalmente satisfeitos quando atingirmos todo o público potencial, na ordem das cem mil pessoas. E o Indie gostava de ser como os Dias da Música do CCB, uma iniciativa que gera dinâmicas, que cria vocações, que cria público. Já temos espectadores que começaram a vir ao IndieJúnior, com sete, oito anos, e que agora vêm às sessões normais...

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terça-feira, 26 de março de 2013

O curso de cinema: Edital Ancine – Inscrições abertas e contempla mercado de cinema no Brasil





Edital Ancine – Inscrições abertas e contempla mercado de cinema no Brasil – Djnorway/SXC

São Paulo (19) – As empresas brasileiras produtoras, distribuidoras e exibidoras de longas-metragens nacionais, já podem se inscrever de até 20 de maio para o Prêmio Adicional de Renda (PAR), daAgência Nacional de Cinema (Ancine). De acordo com o edital de 2013, divulgado nesta terça-feira (19), o prêmio contempla o mercado cinematográfico brasileiro com recursos no valor total de R$ 8 milhões.

As empresas produtoras e distribuidoras poderão inscrever filmes nacionais lançados no circuito comercial entre 1º de dezembro de 2011 e 30 de novembro de 2012. Para as empresas exibidoras é necessário ter cumprido no ano de 2012 a cota de tela, que determina a exibição de três a 14 filmes nacionais, num período que varia de 28 a 63 dias, de acordo com a dimensão do complexo de salas. Outra exigência para as empresas é que os longas-metragens exibidos tenham sido lançados no mercado após 1º de julho de 2011.

O PAR foi criado em 2005, com o objetivo de premiar as empresas de acordo com o desempenho comercial dos filmes brasileiros no mercado exibidor. Desde a primeira edição, a Ancine concedeu um total de R$ 58 milhões às empresas, que devem obrigatoriamente aplicar os recursos no desenvolvimento de novos projetos, de acordo com a sua área de atuação.

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli
Edição final: William Camargo/Folha Paulistana

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segunda-feira, 25 de março de 2013

O curso de cinema: Comédia traz ‘ladrões’ atrapalhados





Rodrigo (Danton Mello), Danilo (Lúcio Mauro Filho), Tonico (Felipe Abib), Vaguinho (Gregório Duvivier) e Amaral (Fábio Porchat) se juntam para um assalto em “Vai que Dá Certo’’ e Bruno Mazzeo vive político corrupto / Foto Divulgação
É inevitável chegar aos 30 anos e não fazer uma reflexão sobre as conquistas da vida. É nesse ponto que se encontra Rodrigo (Danton Mello), na comédia “Vai que Dá Certo’’, que acaba de estrear nos cinemas do País.



Depois de uma noitada com os amigos, ele perde o emprego de músico e se vê sem dinheiro, expulso de casa pela mulher e obrigado a voltar a morar com a mãe. Só lhe resta, então, pedir emprego ao primo Danilo (Lúcio Mauro Filho), que trabalha em uma empresa de transporte de dinheiro.

Porém, ao contrário do que ele imagina, o que Danilo oferece é um plano tido como perfeito para assaltarem um carro-forte e, juntos, ficarem ricos. Para isso, eles precisam de mais três comparsas, e Rodrigo chama seus amigos Tonico (Felipe Abib), Vaguinho (Gregório Duvivier) e Amaral (Fábio Porchat) para participar do esquema.

Com um roteiro plausível e um elenco formado por atores cômicos é que o longa conquista o público. A ideia, segundo o diretor Maurício Farias, surgiu há cerca de 20 anos. “O filme discute uma questão ética: até que ponto você vai para sobreviver. Só que tudo de maneira inconsequente.’’ Como era de se esperar, o plano fracassa, e o grupo se vê em apuros. “Cada vez mais eles vão se afundando e se encrencando. E é justamente isso que é divertido’’, diz Fábio Porchat.

A princípio, Bruno Mazzeo faria o papel que coube a Danton Mello, mas ele sugeriu a troca para dar conta de outros compromissos.

Mazzeo acabou interpretando o político corrupto Paulo. “Quando cheguei para filmar, deu invejinha, porque eles estavam muito enturmados’’, diz ele.

Roteiro

Porchat é um dos principais nomes do humor brasileiro da atualidade. Além de interpretar o personagem Amaral, ele também assina o roteiro final ao lado do diretor Maurício Farias -e foi responsável pela criação dos diálogos do filme.

“Quando escrevi os textos, já sabia mais ou menos quais atores participariam. Então, pensei em cada um deles. Aí o diálogo saiu mais fácil.’’ Segundo ele, as improvisações ocorreram mais durante a leitura do texto e, quando chegaram ao set de filmagem, o roteiro foi seguido.

Porchat faz parte do grupo que criou o canal de vídeos Porta dos Fundos, que alcançou 90 milhões de visualizações em seis meses. “O que acho bacana é que nossa geração é talentosa, autoral, que faz do jeito que quer. É uma geração que toma as rédeas da situação. Eu, por exemplo, quero estar na TV, na internet e no cinema.”

Comédia

O longa “Vai que Dá Certo’’ vem para reforçar as produções brasileiras de comédia -que têm feito bastante sucesso recentemente. Coproduzido pela Globo Filmes, ele segue a receita de combinar atores famosos e temas engraçados.

No ano passado, entre os cinco filmes brasileiros mais vistos estão quatro comédias. “E Aí, Comeu?’’ lidera e levou 2,5 milhões de pessoas ao cinema -com Bruno Mazzeo, que está em “Vai que Dá Certo’’.

O único drama da lista é “Gonzaga - de Pai pra Filho’’, que atraiu 1,5 milhão de pessoas. Apesar disso, o diretor Maurício Farias diz que foi difícil conseguir recursos para fazer “Vai que Dá Certo’’. “Começamos a filmar sem conseguir captar todo o dinheiro.’’


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