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quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Curso de Cinema: Andreia Barbosa assina a história de «La Fleur de L'Âge», do realizador Nick Quinn


Argumentista portuguesa estreia filme francês em maio



A argumentista portuguesa Andreia Barbosa atribuiu a um «golpe de sorte» a concretização da sua primeira longa-metragem, «La Fleur de l'Âge», que estreia nas salas de cinema francesas a 1 de maio, escreve a agência Lusa.

O texto foi criado durante o curso de um ano na faculdade de cinema de Paris La Femis, que terminou em março de 2010, e no outono de 2011 o filme começou a ser rodado.

«Acho que foi pura sorte: no final do ano há uma espécie de sessão organizada em que três produtores são convidados pela escola para dar feedback após lerem brevemente o trabalho», contou a portuguesa à agência Lusa.

Um dos convidados foi Laurent Lavolé, diretor da produtora Gloria Films.

«Achou graça, logo a seguir contactou-me a perguntar se estaria interessada em passar isto para produção, já com ideia em quem iria realizar», relatou.

A escolha recaiu em Nick Quinn, um franco-britânico que também procurava a primeira longa-metragem.

Para protagonistas foram escolhidos atores mais experientes, Pierre Arditi, que tem uma longa colaboração com Alan Resnais, e Jean-Pierre Marielle, ambos vencedores de vários César, os prémios de interpretação franceses.

Andreia Barbosa destacou ainda Julie Ferrier, conhecida pelos espetáculos de comédia de palco, mas que no filme está «completamente diferente, mais discreta, mais comedida».

A história centra-se em Gaspard Dasonville, produtor de televisão de 63 anos com uma vida ativa, que recusa enfrentar o envelhecimento.

A vida muda quando recebe em casa o pai, afetado por um problema de anca, e recorre a uma auxiliar de saúde para o ajudar.

Andreia Barbosa disse ter encontrado inspiração para o tema num trabalho que realizou para uma associação de cuidados ao domicílio.

«La Fleur de l'Âge», descreveu, é um «filme ligeiro, engraçado, com uma história que às vezes dá surpresas divertidas ao público».

A argumentista disse esperar, por isso, que os espetadores fiquem «presos porque história embala e ao mesmo tempo fala sobre o mundo de hoje, sobre o envelhecimento da população e a dependência».

Realizadora de duas curtas-metragens e com experiência em jornalismo, Andreia Barbosa considera ter encontrado a vocação na escrita para o cinema.

Após oito anos a viver em Paris, instalou-se recentemente em Amesterdão, onde está a trabalhar nos próximos projetos.

«O facto de ter tido esta aventura em França faz pensar que é lá que espero outras oportunidades porque tenho contactos e percurso iniciado, mas não quer dizer que não surjam oportunidades aqui ou em Portugal», vincou.
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quinta-feira, 28 de março de 2013

O Curso de Cinema: O anúncio da morte do cinema português foi exagerado






Nuno Sena diz que "o anúncio da morte do cinema português 'por falta de apoio financeiro público' foi algo exagerado. A décima edição do IndieLisboa, que acontece a partir de 18 de Abril, está aí para o mostrar.


São muitos os filmes que escapam a lógicas de financiamento tradicionais. Ainda assim, sem orçamentos públicos, não se fazem filmes em África, como "Tabu". E aquilo que não se produziu em 2012 só se vai notar em 2014, alerta o director do Indie. Mas volta a desdramatizar. "Está a chegar ao cinema uma mistura de gerações. Há a geração dos já consagrados ou dos que chegam agora a uma consagração, como Miguel Gomes, João Pedro Rodrigues e João Canijo, e, ao mesmo tempo, temos uma nova geração de realizadores como João Salaviza, Gabriel Abrantes ou Gonçalo Tocha. Estou optimista."




1. Quando eu digo que "o anúncio da morte do cinema português 'por falta de apoio financeiro público' foi exagerado", pretendo desdramatizar um pouco. Há uma lógica que foge ao domínio exclusivo dos apoios públicos. Muitas das produções do Indie deste ano foram feitas à margem dos sistemas tradicionais de financiamento. Isso não é a solução, atenção. Não é viável um cinema que não tenha parte do seu orçamento garantido por entidades públicas. Mas é interessante e saudável que haja uma diversidade de financiamentos. Quando o IndieLisboa começou, em 2004, não me recordo de mais do que um ou dois projectos com essas lógicas alternativas. Este ano, temos vinte, trinta produções portuguesas feitas dessa forma.


Estes filmes resultam de um grande investimento pessoal, de trabalho em rede, de partilha de recursos e de uma procura de pequenos financiamentos. No ano que passou, não tendo havido financiamentos públicos, existiram dois eventos responsáveis pela produção de muitos filmes, o Estaleiro /Curtas Vila do Conde e Guimarães Capital da Cultura 2012. Daqui resultaram projectos de pequeno orçamento. Claro que com esse dinheiro não se faz uma longa-metragem em África, não se faz um "Tabu". E, atenção, nas lógicas de produção há um efeito de "delay". Aquilo que não se produziu em 2012 só se vai notar em 2014...





2. Há um problema do país em pensar que as soluções estão sempre no Governo e, concretamente, em relação à cultura, há um problema de pensar que a viabilidade do sistema cultural depende apenas de um único agente e que esse agente é o Estado. Mas o Estado não pode retirar-se completamente, e foi esse o sinal em 2012. O período com o anterior secretário de Estado da Cultura (Francisco José Viegas) foi muito pouco frutífero. Em 2013, apesar de tudo, parece haver um retomar de um certo bom senso. Há sinais animadores do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), os concursos foram retomados, a Lei do Cinema entrou, finalmente, em vigor - ainda falta perceber como é que esse dinheiro vai chegar aos cofres do ICA e como vai ser distribuído. Os operadores de televisão dizem-se "aflitos", mas estamos a falar de migalhas dentro daquilo que são as suas receitas. Em qualquer país europeu há um contributo directo dos agentes de conteúdos audiovisuais para a produção de cinema; estamos a falar de conteúdos que alimentam horas de televisão, horas de cabo. Até os operadores de telemóvel deveriam ter sido chamados para contribuir, pois os conteúdos vão estar também nessas redes.





3. Depois de anos de crescimento no cinema, entre 1995 e 2005, voltámos a regredir. Recordo que entre 85 e 95 chegámos a ter menos de 200 salas de cinema. Havia capitais de distrito sem uma única sala. Esses anos coincidem com o apogeu do mercado de vídeo, que matou muitas salas. Em 1995, batemos no fundo. Justiça seja feita ao ministério Carrilho, que permitiu a construção e recuperação da rede de cine-teatros. Agora já não é o videoclube, mas sim a net a grande adversária do cinema em sala. Em Portugal, o número de espectadores nunca foi famoso - na melhor altura cinematográfica, o português ia uma vez e meia por ano ao cinema, uma das taxas de frequência mais baixas da Europa. Hoje temos um mercado a encolher e encolheria mais se não fossem os bilhetes vendidos em sistema "low cost": é o cartão Zon, o cartão Medeia...


Tem de haver uma educação para o cinema. O Plano Nacional de Cinema, ideia plasmada do Plano Nacional de Leitura para colocar crianças e jovens a ver cinema nas escolas, foi anunciado com pompa e circunstância pelo anterior secretário de Estado, mas está com dificuldade de implementação. Não se percebe porque é que esse projecto não é feito em rede com os agentes que estão no terreno, nomeadamente com os festivais de cinemas, que já têm uma espécie de serviço educativo, como o Indie. E os filmes vão ser vistos nas salas de aula? Não é suficiente levar o cinema às escolas, é preciso levar as escolas ao cinema. Os filmes têm que ser enquadrados. Tem de haver educação visual, com análise de carácter técnico e estético...





4. O cinema português sempre reflectiu muito o país, de forma mais metafórica ou mais directa - há uma curiosa evolução, sem juízos de valor, na forma como o cinema português deixou de ser tão metafórico para ser mais directo, ao falar de questões sociais como a imigração. E o festival desse ano reflecte isso. Temos um filme sobre a comunidade guineense, que eu nunca tinha visto reflectida no nosso cinema. O filme "Bobô", de Inês Oliveira, mostra o encontro entre uma mulher lisboeta e a sua empregada doméstica, guineense. Num outro filme, "A Batalha de Tabatô", do João Viana, há uma personagem, imigrante guineense em Lisboa, que vai à Guiné visitar um familiar. É um mergulho em raízes que muitos destes imigrantes já nem conhecem.
Por outro lado, na competição de longas, temos filmes como "Lacrau", de João Vladimiro, sobre as raízes rurais portuguesas. Ou "Campo de flamingos sem flamingos", de André Príncipe, documentário observacional sobre a paisagem rural portuguesa. E temos o filme de João Canijo, "Amor", sobre a comunidade piscatória das Caxinas. Ele interessou-se mais pelas caxineiras, não tanto pelos homens que vão para a pesca, mas mais pelas mulheres que ficam em terra. E é aqui reflectido um Portugal que, apesar das mudanças e dos dinheiros da Europa, tem uma sociedade muito estratificada, segundo papéis sociais idênticos aos que eram há cem anos.





5. Em edições futuras do festival, a emigração será, certamente, um dos temas presentes... Defendemos um cinema de enorme atenção ao real, ainda que seja um real transformado pela ficção. Esta herança do realismo português nunca será abandonada. Apesar de tudo, muito do cinema português ainda está dentro de algum casulo no que respeita aos temas. Talvez a ficção ainda esteja a perder alguma timidez no tratamento de personagens novas que não faziam parte da paisagem portuguesa há vinte anos. Penso que o tal casulo começou a ser furado com o visionismo do Pedro Costa, com "No Quarto da Vanda" ou mesmo na "Casa de Lava", que coloca no centro do seu filme personagens que fogem ao perfil das personagens tradicionais.





6. Fazendo um balanço dos dez anos de Indie, só ficaremos totalmente satisfeitos quando atingirmos todo o público potencial, na ordem das cem mil pessoas. E o Indie gostava de ser como os Dias da Música do CCB, uma iniciativa que gera dinâmicas, que cria vocações, que cria público. Já temos espectadores que começaram a vir ao IndieJúnior, com sete, oito anos, e que agora vêm às sessões normais...

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terça-feira, 26 de março de 2013

O curso de cinema: Edital Ancine – Inscrições abertas e contempla mercado de cinema no Brasil





Edital Ancine – Inscrições abertas e contempla mercado de cinema no Brasil – Djnorway/SXC

São Paulo (19) – As empresas brasileiras produtoras, distribuidoras e exibidoras de longas-metragens nacionais, já podem se inscrever de até 20 de maio para o Prêmio Adicional de Renda (PAR), daAgência Nacional de Cinema (Ancine). De acordo com o edital de 2013, divulgado nesta terça-feira (19), o prêmio contempla o mercado cinematográfico brasileiro com recursos no valor total de R$ 8 milhões.

As empresas produtoras e distribuidoras poderão inscrever filmes nacionais lançados no circuito comercial entre 1º de dezembro de 2011 e 30 de novembro de 2012. Para as empresas exibidoras é necessário ter cumprido no ano de 2012 a cota de tela, que determina a exibição de três a 14 filmes nacionais, num período que varia de 28 a 63 dias, de acordo com a dimensão do complexo de salas. Outra exigência para as empresas é que os longas-metragens exibidos tenham sido lançados no mercado após 1º de julho de 2011.

O PAR foi criado em 2005, com o objetivo de premiar as empresas de acordo com o desempenho comercial dos filmes brasileiros no mercado exibidor. Desde a primeira edição, a Ancine concedeu um total de R$ 58 milhões às empresas, que devem obrigatoriamente aplicar os recursos no desenvolvimento de novos projetos, de acordo com a sua área de atuação.

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli
Edição final: William Camargo/Folha Paulistana

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Curso de Cinema: Mulher vive transformista em documentário de cineastas baianos

'Jéssica Cristopherry' celebra a parceria entre Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge e o lançamento da Buh!Fu Filmes, que reunirá seus trabalhos audiovisuais




Em ordem, Carolina Vargas, Paula Lice, Mitta Lux, Valérie O’hara, Rainha Loulou



Imagine uma atriz, nascida mulher, tentando mergulhar no controverso universo dos homens que representam o feminino nas noites de Salvador. Esta é a proposta de 'Jéssica Cristopherry', documentário que celebra a parceria entre os cineastas Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge e o lançamento da produtora Buh!Fu Filmes. Compartilhando roteiro e direção, o trio mostra, através de Jéssica, o universo dos artistas-transformistas da cena noturna.


O filme documenta a criação de Jéssica Cristopherry, alimentada pelos desejos transformistas da atriz e mulher Paula Lice. Para isso, ela conta com o auxílio de cinco das mais respeitadas transformistas de Salvador: Mitta Lux, Valérie O’hara, Carolina Vargas, Rainha Loulou e Gina d’Mascar.

A produção mostra o passo-a-passo da montagem da personagem, que vai se desnudando e se revelando como uma homenagem ao trabalho dos atores que investem e acreditam no transformismo como arte. Enquanto assiste ao nascimento de Jéssica, o público acompanha ainda o papo da atriz com o diretor teatral pernambucano Rodrigo Dourado, pesquisador apaixonado da cena transformista.




Transformistas ajudaram a produzir Paula Lice



O filme conta com a produção executiva da Movioca - Content House + Buh!Fu Filmes, com colaboração da Domínio Público, Uhu Filmes e Pequena Sala de Ideias; e recursos do Governo do Estado da Bahia, através do Edital Demanda Espontânea/2011.

Proposta
'Jéssica Cristopherry' é um filme de amor pela cena transformista e seus artistas. Ganhando pouco e investindo muito, esses artistas alimentam largas horas de show, dublando e interagindo com públicos diversos. Potencializam a ambiguidade entre ser e não ser mulher, cantar e não cantar, viver e não viver em um mundo glamourizado.

Gravações
Filmado no tradicional Beco dos Artistas, nos bares All Club e Melancia Blue, o documentário investiga o universo trans, em que as identidades biológicas e de gênero são desconstruídas. Nessa cena em que, tradicionalmente, as representações do feminino são performadas por homens, Jéssica quer saber como uma atriz, mulher de nascença, pode se tornar uma outra mulher, para além de sua identidade biológica.




Paula Lice e Valérie O’hara no Beco dos Artistas



Exibições
O filme tem estreia marcada para o próximo dia 26 de março (terça), às 20h30, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. Além do lançamento no cinema, 'Jéssica Cristopherry 'cumprirá uma microtemporada nos bares em que foi gravado: All Club e Melancia Blue, no Beco dos Artistas, sob a batuta de Gina d’Mascar e Rainha Loulou.

Exibições no Beco dos Artistas:
27/03, no ALL CLUB, 22h, com Gina de Mascar.
03/04, no ALL CLUB, 22h, com Gina de Mascar.
07/04, no Melancia Blue, 22h, com Rainha Loulou.

Entrevista com os diretores de 'Jéssica Cristopherry', Rodrigo Luna e Paula Lice:

iBahia - Por que vocês decidiram trabalhar com o tema?

Rodrigo Luna - Um dia, numa estreia de uma peça de Paula Lice, ela confessou seu desejo semi secreto de se experimentar como transformista. Ronei, de bate pronto, disse que serial lindo fazer um filme sobre isso, esse desejo de uma mulher querendo se transformar numa super diva, um filme digno de Sundance. Eu, que por acaso também estava ali, disse pra gente marcar logo uma reunião que o projeto era massa. Passamos três anos nos reunindo esporadicamente para conceber de fato o projeto, e fomos contemplados no primeiro edital em que o escrevemos.

Paula Lice - Bom, Jéssica é uma brincadeira de criança minha, era o nome que eu usava para batizar minhas personagens. Acompanho a cena transformista de Salvador há anos, o desejo de me "montar" e dublar já foi realizado em trabalhos de escola e bares da cidade dedicados a isso. Unir os dois fetiches não foi difícil.


"Elas foram completamente desenvoltas, nos dando um material riquíssimo para trabalhar na edição" (Rodrigo)



iBahia - Como funcionou essa parceria Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge?

Rodrigo Luna - Com o filme aprovado, tivemos nossa primeira reunião realmente prática, e descobrimos que cada um de nós tinha um filme diferente na cabeça. Ali mesmo combinamos que acontecesse o que acontecesse, mesmo se o apocalipse estivesse acontecendo e perguntassem pra gente o que a gente estava fazendo, teríamos que responder: o mesmo filme! De fato, Jéssica acabou se tornando um quarto filme, um amálgama dessas visões, e que ainda se transformou mais durante o processo de montagem.

iBahia - Como foi trabalhar com as transformistas Rainha Loulou, Mitta Lux, Valérie O’hara, Carolina Vargas e Gina d’Mascar?

Rodrigo Luna - Desde o principio, decidimos que não queríamos 'dirigir' elas, no sentido tradicional. Nossa ideia era montar algumas situações e deixar todos bem a vontade, colhendo o que rolasse, mas com Paula em cena, que poderia direcioná-las caso fosse necessário. Acontece que elas foram completamente desenvoltas, nos dando um material riquíssimo para trabalhar na edição.






iBahia - No ano passado, a cineasta Ceci Alves lançou um assunto semelhante. Vocês assistiram? Se inspiraram nele para criar o doc?

Paula Lice - Ceci e nós fomos aprovados no mesmo ano, 2011, na mesma safra de editais, então, não foi uma inspiração. Além do que, Ceci produziu uma ficção sobre um caso real de homofobia que levou à morte de uma travesti por policiais, na década de 90. Jéssica é um documentário sobre a corporificação de um desejo de mulher pelo transformismo, homenageando carinhosamente o trabalhos desses artistas, atores transformistas da noite soteropolitana. São temas diferentes, portanto.

iBahia - Tiveram alguma dificuldade durante todo o processo de produção?

Rodrigo Luna - Acho que só as dificuldades normais inerentes a qualquer produção audiovisual… Tivemos que adiar as filmagens por causa da greve da polícia, por exemplo, mas tudo foi se contornando.


"É um documentário sobre a corporificação de um desejo de mulher pelo transformismo" (Paula)



iBahia - O que você espera que aconteça com a difusão do seu doc?

Paula Lice - Meu macro desejo é que ele acrescente às discussões sobre gênero, desejos, sexualidade, em suas livres expressões. E se o olhar para esses artistas for mais respeitoso e afetuoso por conta do filme, ele terá cumprido sua meta principal.

iBahia - Pretende continuar trabalhando com o tema em outras produções?

Paula Lice - Eu, pelo menos, sim. Há muitos desdobramentos sendo gestados agora para trazer mais futuros nesse campo pra gente.

Lançamento do documentário 'Jéssica Cristopherry'
Data - 26 de março, às 20h30
Local - Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha
Duração - 52 minutos
Entrada franca

Ficha Técnica:
Roteiro e Direção: Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge/ Produção Executiva: Movioca Content House e Buh!Fu Filmes/ Colaboração: Domínio Público, Uhu Filmes e Pequena Sala de Ideias. Direção de produção e Assistência de Direção: Roberta Martins/ Direção de Fotografia: Jeronimo Soffer/ Som Direto e Mixagem: Napoleão Cunha/ Edição: Rodrigo Luna/ Direção Musical: Ronei Jorge/ Elenco: Aldo Zeck, Bruno Santiago, Jean Carlos Macêdo, Luiz Santana, Paula Lice, Rodrigo Dourado e Valécio Santos.




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terça-feira, 19 de março de 2013

Encontro de cinema termina com exibições de promessas nacionais


'Vai que dá Certo', 'Somos tão jovens', e 'Flores Raras' foram apresentados.

Encontro reuniu artistas, cineastas, exibidores e jornalistas em Florianópolis.

'Somos tão jovens', sobre o cantor Renato Russo, foi um dos filmes apresentados no Encontro (Foto: Gessica Valentini/G1 SC)

Florianópolis recebeu artistas, cineastas, exibidores e jornalistas para o 4º Encontro do Cinema Nacional, que iniciou na quinta-feira (7) e encerrou na noite deste sábado (9). Os filmes 'Vai que dá Certo', 'Somos tão jovens', sobre Renato Russo, e 'Flores Raras' foram apresentados e atores e diretores participaram de coletivas de imprensa após a exibição.

Promovido pela Imagem Filmes e Telecine, o Encontro apresentou também alguns dos filmes brasileiros que serão lançados em 2013 pela empresa. Segundo Marcos Scherer, a previsão é o lançamento de 12 filmes nacionais no período, número considerado expressivo pela Agência Nacional do Cinema Nacional (Ancine). "Após um período difícil, sobretudo em 2012, o mercado interno finalmente tem a expectativa de se sustentar. Os investimentos no cinema nacional estão aumentando e a previsão é muito boa", afirmou Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine.


Bruno e Lucy Barreto e Glória Pires participaram do
Encontro (Foto: Gessica Valentini/G1 SC)

Atores como Glória Pires, protagonista de 'Flores Raras', Natália Lage, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, Danton Mello, protagonistas de 'Vai que dá Certo', Leandra Leal e Bruno Gagliasso, atores de 'Mato sem Cachorro', Leona Cavalli, de 'A Casa da Mãe Joana 2', e Thiago Mendonça, que vive Renato Russo em 'Somos tão Jovens', passaram pelo evento, que ocorreu em um hotel de Jurerê Internacional.

Entre as estreias está o filme 'Vai Que Dá Certo', exibido nesta quinta-feira (7) e cuja estreia está prevista nos cinemas de todo o Brasil para o dia 22 de março. O elenco é formado por Fábio Porchat, Lúcio Mauro Filho, Bruno Mazzeo, Natália Lage, Danton Mello, Gregório Duvivier e Felipe Abib.
saiba mais
Veja as fotos do 4º Encontro do Cinema Nacional
Veja fotos: elencos dos filmes 'Flores Raras e 'Somos tão jovens'
Diretor e atores do filme sobre Renato Russo assistem pré-estreia em SC
Artistas e cineastas participam de encontro de cinema em Florianópolis

Já 'Somos tão Jovens' foi exibido na sexta-feira (8). O filme conta a história de Renato Russo, do Legião Urbana e outras bandas e personagens que fazem parte da trajetória do músico. Thiago Mendonça, que vive Renato, e Laila Zaid, que interpreta a amiga do cantor, assistiram ao filme em Florianópolis pela primeira vez. O longa estreia nos cinemas dia 3 de maio.

'Flores Raras', de Bruno Barreto, também foi apresentado na sexta-feira (9). O filme narra a história da poeta Elizabeth Bishop e da arquiteta Lota de Macedo Soares, que viveram um romance conturbado entre 1951 e 1967.

O Encontro encerrou com a exibição do filme estrangeiro 'Porto Seguro' e um jantar na noite deste sábado (9).


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fonte: globo.com

segunda-feira, 18 de março de 2013

Até que a Sorte Nos Separe 2 recebe R$ 7,5 milhões do governo




A comédia Até Que a $orte Nos Separe se tornou o filme nacional mais visto de 2012 e por isso sua sequência conseguiu a captação de R$ 7.445.500,00 junto à Agência Nacional do Cinema, ligada ao ministério da Cultura.

O valor foi aprovado na reunião de Diretoria Colegiada, realizada no dia 5 de março e publicado na última sexta-feira (15/3) no Diário Oficial da União. Detalhe, o primeiro filme captou cerca de R$ 2,7 milhões e teve um custo total de apenas R$ 6 milhões. Com isso, levou 2,7 milhões de espectadores aos cinemas.

Leandro Hassum e Danielle Winits, protagonistas do primeiro filme, devem voltar para a continuação. Roberto Santucci também continuará na direção do longa.

O filme é inspirado no best-seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Cerbasi. A trama conta a história de um casal que ganha uma fortuna na loteria e perde tudo com uma vida luxuosa.

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fonte:yahoo.com.br