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segunda-feira, 1 de abril de 2013

O Curso de Cinema: Em estratégia inovadora, escola de idiomas radicaliza no cinema.


Empresa achou uma forma bem criativa para mostrar a importância de entender um novo idioma

Redação Administradores, Administradores, 20 de março de 2013




Como chamar a atenção de seu público? Fazer algo inovador e criativo é sempre uma boa forma. A CCBEU, escola de idiomas localizada em Goiânia, resolveu optar por essa linha de raciocínio e fez uma ação para lá de diferente na cidade.


Para divulgar a sua marca e a importância de saber falar inglês, a empresa montou uma ação de marketing dentro de uma sala de cinema. Nele, antes de começar o filme, foi apresentado um trailer na telona onde, no meio dela, a legenda desaparece propositalmente.

As pessoas que conseguiram entender a mensagem sem legendas e seguiram as orientações do trailer - ficando de pé na frente da telona – ganhavam um ano de cinema grátis.

A intenção era divulgar o curso mostrando a importância de entender outro idioma. No vídeo ainda é destacado: “As grandes oportunidades não virão com legendas”. Assista o vídeo abaixo e diga o que você achou:

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Curso de Cinema: Mulher vive transformista em documentário de cineastas baianos

'Jéssica Cristopherry' celebra a parceria entre Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge e o lançamento da Buh!Fu Filmes, que reunirá seus trabalhos audiovisuais




Em ordem, Carolina Vargas, Paula Lice, Mitta Lux, Valérie O’hara, Rainha Loulou



Imagine uma atriz, nascida mulher, tentando mergulhar no controverso universo dos homens que representam o feminino nas noites de Salvador. Esta é a proposta de 'Jéssica Cristopherry', documentário que celebra a parceria entre os cineastas Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge e o lançamento da produtora Buh!Fu Filmes. Compartilhando roteiro e direção, o trio mostra, através de Jéssica, o universo dos artistas-transformistas da cena noturna.


O filme documenta a criação de Jéssica Cristopherry, alimentada pelos desejos transformistas da atriz e mulher Paula Lice. Para isso, ela conta com o auxílio de cinco das mais respeitadas transformistas de Salvador: Mitta Lux, Valérie O’hara, Carolina Vargas, Rainha Loulou e Gina d’Mascar.

A produção mostra o passo-a-passo da montagem da personagem, que vai se desnudando e se revelando como uma homenagem ao trabalho dos atores que investem e acreditam no transformismo como arte. Enquanto assiste ao nascimento de Jéssica, o público acompanha ainda o papo da atriz com o diretor teatral pernambucano Rodrigo Dourado, pesquisador apaixonado da cena transformista.




Transformistas ajudaram a produzir Paula Lice



O filme conta com a produção executiva da Movioca - Content House + Buh!Fu Filmes, com colaboração da Domínio Público, Uhu Filmes e Pequena Sala de Ideias; e recursos do Governo do Estado da Bahia, através do Edital Demanda Espontânea/2011.

Proposta
'Jéssica Cristopherry' é um filme de amor pela cena transformista e seus artistas. Ganhando pouco e investindo muito, esses artistas alimentam largas horas de show, dublando e interagindo com públicos diversos. Potencializam a ambiguidade entre ser e não ser mulher, cantar e não cantar, viver e não viver em um mundo glamourizado.

Gravações
Filmado no tradicional Beco dos Artistas, nos bares All Club e Melancia Blue, o documentário investiga o universo trans, em que as identidades biológicas e de gênero são desconstruídas. Nessa cena em que, tradicionalmente, as representações do feminino são performadas por homens, Jéssica quer saber como uma atriz, mulher de nascença, pode se tornar uma outra mulher, para além de sua identidade biológica.




Paula Lice e Valérie O’hara no Beco dos Artistas



Exibições
O filme tem estreia marcada para o próximo dia 26 de março (terça), às 20h30, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. Além do lançamento no cinema, 'Jéssica Cristopherry 'cumprirá uma microtemporada nos bares em que foi gravado: All Club e Melancia Blue, no Beco dos Artistas, sob a batuta de Gina d’Mascar e Rainha Loulou.

Exibições no Beco dos Artistas:
27/03, no ALL CLUB, 22h, com Gina de Mascar.
03/04, no ALL CLUB, 22h, com Gina de Mascar.
07/04, no Melancia Blue, 22h, com Rainha Loulou.

Entrevista com os diretores de 'Jéssica Cristopherry', Rodrigo Luna e Paula Lice:

iBahia - Por que vocês decidiram trabalhar com o tema?

Rodrigo Luna - Um dia, numa estreia de uma peça de Paula Lice, ela confessou seu desejo semi secreto de se experimentar como transformista. Ronei, de bate pronto, disse que serial lindo fazer um filme sobre isso, esse desejo de uma mulher querendo se transformar numa super diva, um filme digno de Sundance. Eu, que por acaso também estava ali, disse pra gente marcar logo uma reunião que o projeto era massa. Passamos três anos nos reunindo esporadicamente para conceber de fato o projeto, e fomos contemplados no primeiro edital em que o escrevemos.

Paula Lice - Bom, Jéssica é uma brincadeira de criança minha, era o nome que eu usava para batizar minhas personagens. Acompanho a cena transformista de Salvador há anos, o desejo de me "montar" e dublar já foi realizado em trabalhos de escola e bares da cidade dedicados a isso. Unir os dois fetiches não foi difícil.


"Elas foram completamente desenvoltas, nos dando um material riquíssimo para trabalhar na edição" (Rodrigo)



iBahia - Como funcionou essa parceria Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge?

Rodrigo Luna - Com o filme aprovado, tivemos nossa primeira reunião realmente prática, e descobrimos que cada um de nós tinha um filme diferente na cabeça. Ali mesmo combinamos que acontecesse o que acontecesse, mesmo se o apocalipse estivesse acontecendo e perguntassem pra gente o que a gente estava fazendo, teríamos que responder: o mesmo filme! De fato, Jéssica acabou se tornando um quarto filme, um amálgama dessas visões, e que ainda se transformou mais durante o processo de montagem.

iBahia - Como foi trabalhar com as transformistas Rainha Loulou, Mitta Lux, Valérie O’hara, Carolina Vargas e Gina d’Mascar?

Rodrigo Luna - Desde o principio, decidimos que não queríamos 'dirigir' elas, no sentido tradicional. Nossa ideia era montar algumas situações e deixar todos bem a vontade, colhendo o que rolasse, mas com Paula em cena, que poderia direcioná-las caso fosse necessário. Acontece que elas foram completamente desenvoltas, nos dando um material riquíssimo para trabalhar na edição.






iBahia - No ano passado, a cineasta Ceci Alves lançou um assunto semelhante. Vocês assistiram? Se inspiraram nele para criar o doc?

Paula Lice - Ceci e nós fomos aprovados no mesmo ano, 2011, na mesma safra de editais, então, não foi uma inspiração. Além do que, Ceci produziu uma ficção sobre um caso real de homofobia que levou à morte de uma travesti por policiais, na década de 90. Jéssica é um documentário sobre a corporificação de um desejo de mulher pelo transformismo, homenageando carinhosamente o trabalhos desses artistas, atores transformistas da noite soteropolitana. São temas diferentes, portanto.

iBahia - Tiveram alguma dificuldade durante todo o processo de produção?

Rodrigo Luna - Acho que só as dificuldades normais inerentes a qualquer produção audiovisual… Tivemos que adiar as filmagens por causa da greve da polícia, por exemplo, mas tudo foi se contornando.


"É um documentário sobre a corporificação de um desejo de mulher pelo transformismo" (Paula)



iBahia - O que você espera que aconteça com a difusão do seu doc?

Paula Lice - Meu macro desejo é que ele acrescente às discussões sobre gênero, desejos, sexualidade, em suas livres expressões. E se o olhar para esses artistas for mais respeitoso e afetuoso por conta do filme, ele terá cumprido sua meta principal.

iBahia - Pretende continuar trabalhando com o tema em outras produções?

Paula Lice - Eu, pelo menos, sim. Há muitos desdobramentos sendo gestados agora para trazer mais futuros nesse campo pra gente.

Lançamento do documentário 'Jéssica Cristopherry'
Data - 26 de março, às 20h30
Local - Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha
Duração - 52 minutos
Entrada franca

Ficha Técnica:
Roteiro e Direção: Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge/ Produção Executiva: Movioca Content House e Buh!Fu Filmes/ Colaboração: Domínio Público, Uhu Filmes e Pequena Sala de Ideias. Direção de produção e Assistência de Direção: Roberta Martins/ Direção de Fotografia: Jeronimo Soffer/ Som Direto e Mixagem: Napoleão Cunha/ Edição: Rodrigo Luna/ Direção Musical: Ronei Jorge/ Elenco: Aldo Zeck, Bruno Santiago, Jean Carlos Macêdo, Luiz Santana, Paula Lice, Rodrigo Dourado e Valécio Santos.




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quarta-feira, 20 de março de 2013

Ator brasileiro com síndrome de Down conhece ídolo Sean Penn





(Foto: Reprodução/Facebook)
Ariel Goldelberg, ator com síndrome de Down e protagonista do filme 'Colegas' realizou o sonho de conhecer o ator hollywoodiano Sean Penn. Penn recebeu Ariel e sua esposa em sua praia particular em Los Angeles, Estados Unidos.

Ariel Goldenberg, protagonista do filme “Colegas”, que estreou nos cinemas brasileiros há duas semanas, realizou o sonho de conhecer o ídolo, o também ator Sean Penn.

Fã declarado do ator de Hollywood, Ariel mobilizou artistas brasileiros a chamarem Sean Penn para vir ao Brasil assistir à estreia do filme ao seu lado. O vídeo se tornou viral na internet e a hashtag #VEMSEANPENN foi trending topic no Twitter.

Penn, porém, não veio ao Brasil. Mas um dos patrocinadores do filme decidiu realizar o sonho do ator e sua esposa, Rita Pokk, com quem contracena no filme e que também tem síndrome de Down. Na última semana, os dois embarcaram rumo a Los Angeles para tentar conhecer Sean Penn.

A notícia do encontro foi dada na noite da sexta-feira, 15, pela página oficial do filme no Facebook. “o/ Uhuuuuuuuuuu!!! O sonho virou realidade em Hollywood! Nesta sexta-feira, Ariel finalmente conheceu seu grande ídolo! O astro Sean Penn recebeu Ariel, Rita e a equipe da Gatacine na praia particular que tem em sua casa em Los Angeles! Foi tudo super maravilhoso! Parabéns, Ariel! Você conseguiu mais uma vez! Estamos muito felizes e emocionados! :')”, diz a mensagem.

Aleksandra Zakartchouk, diretora de comunicação do filme, afirmou que o casal teve que assinar um contrato para que as fotos feitas do encontro só sejam disponibilizadas na página particular de Ariel no Facebook. "Sean Penn é muito discreto (...) e vamos seguir as orientações. O mais importante é que ele realizou o sonho, foi muito emocionante para nós", disse Aleksandra.

“Conheço o Ariel desde 2008 e nunca o vi tão emocionado como na véspera da viagem. Ele disse que também realizaria outro sonho: o de conhecer Hollywood”, contou Aleksandra.


A previsão é que o casal e a equipe da produtora volte ao Brasil na segunda-feira.

Relembre a campanha feita para Sean Penn vir ao Brasil.


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fonte: http://portugues.christianpost.com/



 

terça-feira, 19 de março de 2013

Encontro de cinema termina com exibições de promessas nacionais


'Vai que dá Certo', 'Somos tão jovens', e 'Flores Raras' foram apresentados.

Encontro reuniu artistas, cineastas, exibidores e jornalistas em Florianópolis.

'Somos tão jovens', sobre o cantor Renato Russo, foi um dos filmes apresentados no Encontro (Foto: Gessica Valentini/G1 SC)

Florianópolis recebeu artistas, cineastas, exibidores e jornalistas para o 4º Encontro do Cinema Nacional, que iniciou na quinta-feira (7) e encerrou na noite deste sábado (9). Os filmes 'Vai que dá Certo', 'Somos tão jovens', sobre Renato Russo, e 'Flores Raras' foram apresentados e atores e diretores participaram de coletivas de imprensa após a exibição.

Promovido pela Imagem Filmes e Telecine, o Encontro apresentou também alguns dos filmes brasileiros que serão lançados em 2013 pela empresa. Segundo Marcos Scherer, a previsão é o lançamento de 12 filmes nacionais no período, número considerado expressivo pela Agência Nacional do Cinema Nacional (Ancine). "Após um período difícil, sobretudo em 2012, o mercado interno finalmente tem a expectativa de se sustentar. Os investimentos no cinema nacional estão aumentando e a previsão é muito boa", afirmou Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine.


Bruno e Lucy Barreto e Glória Pires participaram do
Encontro (Foto: Gessica Valentini/G1 SC)

Atores como Glória Pires, protagonista de 'Flores Raras', Natália Lage, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, Danton Mello, protagonistas de 'Vai que dá Certo', Leandra Leal e Bruno Gagliasso, atores de 'Mato sem Cachorro', Leona Cavalli, de 'A Casa da Mãe Joana 2', e Thiago Mendonça, que vive Renato Russo em 'Somos tão Jovens', passaram pelo evento, que ocorreu em um hotel de Jurerê Internacional.

Entre as estreias está o filme 'Vai Que Dá Certo', exibido nesta quinta-feira (7) e cuja estreia está prevista nos cinemas de todo o Brasil para o dia 22 de março. O elenco é formado por Fábio Porchat, Lúcio Mauro Filho, Bruno Mazzeo, Natália Lage, Danton Mello, Gregório Duvivier e Felipe Abib.
saiba mais
Veja as fotos do 4º Encontro do Cinema Nacional
Veja fotos: elencos dos filmes 'Flores Raras e 'Somos tão jovens'
Diretor e atores do filme sobre Renato Russo assistem pré-estreia em SC
Artistas e cineastas participam de encontro de cinema em Florianópolis

Já 'Somos tão Jovens' foi exibido na sexta-feira (8). O filme conta a história de Renato Russo, do Legião Urbana e outras bandas e personagens que fazem parte da trajetória do músico. Thiago Mendonça, que vive Renato, e Laila Zaid, que interpreta a amiga do cantor, assistiram ao filme em Florianópolis pela primeira vez. O longa estreia nos cinemas dia 3 de maio.

'Flores Raras', de Bruno Barreto, também foi apresentado na sexta-feira (9). O filme narra a história da poeta Elizabeth Bishop e da arquiteta Lota de Macedo Soares, que viveram um romance conturbado entre 1951 e 1967.

O Encontro encerrou com a exibição do filme estrangeiro 'Porto Seguro' e um jantar na noite deste sábado (9).


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fonte: globo.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

China avança sobre mercado de cinema e fecha parcerias com grandes produtoras de Hollywood


Disney e Dreamworks já têm produções em aberto com financiamento do país oriental; filmes americanos estão sujeitos à censura do Partido Comunista chinês



O humor debochado e sarcástico de Tony Stark será fiscalizado por autoridades chinesas durante produção de Homem de Ferro 3


Todo mundo já se acostumou ao jeitão debochado e politicamente incorreto de Tony Stark, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr.. Só que, agora, tudo que o personagem fizer no terceiro filme da série terá que ser aprovado pelo Partido Comunista da China. Isso porque a coprodução de Homem de Ferro 3 será assinada pela Disney e a chinesa DMG. E esse é apenas o primeiro de uma série de projetos firmados entre Hollywood e a China.

Não foi à toa que os americanos apelaram para a dobradinha. Estatísticas indicam que até 2020 o gigante asiático deve ultrapassar os EUA como o maior mercado cinematográfico do mundo. De seu lado, os chineses se aproveitam para se tornar importante polo exportador de cultura. "A China e os EUA cozinham juntos com o objetivo de abocanhar para si o maior pedaço da torta", resume o espanhol Pello Zúñiga, jornalista radicado em Pequim e especializado na indústria cultural chinesa.

Uma das iniciativas mais ambiciosas é a da americana DreamWorks. Em agosto, foi anunciada a joint venture Shanghai Oriental DreamWorks, com 55% do capital nas mãos de três empresas estatais chinesas. A meta é empregar 2 mil pessoas e produzir até três filmes por ano. Um deles é Kung Fu Panda 3, que deve ficar pronto em 2016, ano em que também será inaugurado um complexo com cinemas e outras atrações, orçado em US$ 3,2 bilhões (R$ 6,4 bilhões).

Também em agosto foi a vez de o diretor James Cameron (Avatar) anunciar uma joint venture com empresas estatais chinesas para produzir equipamentos para filmagens em 3D. "Os chineses veem o 3D como o futuro", disse Cameron ao jornal Financial Times. Para Hollywood, a coprodução tem uma grande vantagem: escapar do limite de 34 produções estrangeiras por ano – recentemente, o governo chinês permitiu mais 14 produções, desde que em 3D. Por outro lado, trabalhar com Hollywood é a chance de o cinema chinês, que produz 500 longas por ano, aprimorar a capacidade mercadológica de seus filmes fora de suas fronteiras.

Para os americanos, a contrapartida pode ser difícil. Antes de ser rodado, o roteiro precisa ser revisado e aprovado pela Administração Estatal de Rádio, Filme e Televisão, órgão censor do governo. A entidade tem parâmetros draconianos para cenas de sexo e violência, além, é claro, para temas políticos. No ano passado, por exemplo, Tropa de Elite 2 teve 24 minutos cortados. Já o documentário Uma noite em 67, sobre os festivais de música da Record, foi censurado, provavelmente pelas referências à ditadura militar.

"Na China, você tem de ser bom em lidar com o governo e com o consumidor", explica o americano Dan Mintz, presidente da DMG Entertainment, empresa privada de entretenimento chinesa.

fonte:http://www.new.divirta-se.uai.com.br/


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sexta-feira, 8 de março de 2013

"O perigo era criar uma personagem melada", diz Michelle Williams sobre bruxa boa de "Oz"





Michelle Williams e James Franco em cena de "Oz: Mágico e Poderoso", de Sam Raimi

De 2004 a 2011, Michelle Williams fez, em média, dois filmes por ano. Em 2012, porém, apareceu apenas em "Entre o Amor e a Paixão" e em 2013 será vista apenas em "Oz, Mágico e Poderoso", que estreia no Brasil nesta sexta (8).

"Faz um tempão que eu quero fazer só um filme por ano", ela admite, "mas teve uma época que acabei fazendo dois ou mais, talvez porque eles fossem pequenos. 'O Atalho' (2011), por exemplo, filmei em um mês e meio; 'Sete Dias com Marilyn' (2011) foram três meses. 'Oz, Mágico e Poderoso' levou sete, e isso foi há mais de um ano. Desde então, não fiz mais nada, o que me deixa perto do meu objetivo de fazer um trabalho só a cada doze meses".

PLANOS FUTUROS



Com "Oz, Mágico e Poderoso", Michelle encerra então a cota de filmes do ano. Ela está mais ou menos comprometida com algo intitulado "Suite Française", que ainda está longe de se tornarrealidade. Assim, pelo menos por enquanto, Michelle se diz mais que satisfeita em assumir apenas o papel de mãe de Matilda na casa onde moram, no Brooklyn.
"Não tenho nada certo para contar", ela diz. "'Suite Française' seria o próximo passo natural, mas não tem nada definido ‒ e eu aprendi que, até você estar dentro do estúdio, filmando, não tem nada decidido. Do jeito que a coisa está agora, já faz mais de um ano que estou parada."
"Não gosto de me matar de trabalhar", confessa a atriz. "Não gosto de ficar muito tempo afastada da minha família. Então, faz meses que não faço nada, mas não me sinto inquieta. Naquela época fiz tantos filmes por causa do material que tinha nas mãos."
"Faço filmes por uma única razão: falta de opção; quando não posso recusar, quando sinto que é absolutamente essencial", ela conclui. "Do contrário, prefiro levar a criançada de um lado para o outro e fazer biscoitos em casa."

Via de regra, a atriz sempre prefere os longas menores, independentes. "Ilha do Medo" (2010), entretanto, foi uma exceção, assim como "Oz, Mágico e Poderoso", um espetáculo exuberante da Disney criado pelo diretor Sam Raimi. O filme é um tipo de prólogo de "O Mágico de Oz" (1939) e mostra Oscar (James Franco), um mágico de circo meio trambiqueiro que acaba indo para Oz, cujos habitantes o encaram como o salvador profetizado. Michelle faz dois papéis: o de Annie, a namorada de Oscar na realidade, e o de Glenda a Bondosa em Oz.

Bruxa poderosa, Glenda duvida que Oscar seja realmente o mágico das profecias, mas, apesar disso, escolhe acreditar nele ‒ e sua fé é posta à prova quando as irmãs más Evanora (Rachel Weisz) e Theodora (Mila Kunis) (a segunda depois se transforma na Bruxa Malvada do Oeste) se dispõem a destruir Oz e Glenda.

"Gostei da forma como David Lindsay-Abaire encarou e compôs a Glenda", diz Michelle, por telefone, de um hotel em Los Angeles. "Para mim, o roteiro tem um elemento daquele humor maluco dos anos 1930. Não sei até que ponto ele passou para o filme, mas, sem dúvida, foi uma das coisas que me atraíram."

"Também tem o fato de que eu meio que conhecia o Sam Raimi", ela acrescenta. "Já tínhamos sido apresentados. Ele é o típico homem de família e é esse sentimento que cria em relação às pessoas ao seu redor. Você se sente segura. O set dele sempre dá a impressão de ser uma casa, por maior que o trabalho seja, o que é legal porque já tinha trabalhado assim antes."

"Sabia que ele não seria um tirano nem um maluco gritando ou um megalomaníaco", prossegue. "Na minha cabeça, só um cara assim que poderia dirigir esse tipo de filme. Errei feio porque não rolou nada disso com o Sam."

Interpretar Glenda foi um desafio diferente para Michelle, que adorava o clássico de 1939, mas não conhecia os livros de L. Frank Baum até pouco antes de começar o trabalho: a atriz, três vezes indicada ao Oscar, teve que encontrar o equilíbrio entre exibir bondade e pureza, mas sem exagerar na doçura a ponto de torná-la caricata.

"Era exatamente isso que eu NÃO queria", enfatiza. "O perigo é criar uma personagem tão melada que, no fim, fica até enjoada e ninguém quer ver. Era a última coisa que eu queria."



"Oz: Mágico e Poderoso" (2013)27 fotos16 / 27
"Oz: Mágico e Poderoso", filme de Sam Raimi (trilogia "Homem-Aranha"), traz James Franco no papel principal. Quando Oscar Diggs (Franco), um inexpressivo mágico de circo de ética duvidosa, é afastado da poeirenta Kansas e acaba na vibrante Terra de Oz, ele acha que tirou a sorte grande. Até que ele encontra três feiticeiras, Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas de que ele é o grande mágico que todos estão esperando. Relutantemente envolvido nos problemas épicos que a Terra de Oz e seus habitantes enfrentam, Oscar precisa descobrir quem é bom e quem é mau antes que seja tarde demais. "Oz: Mágico e Poderoso" estreia no Brasil dia 8 de março de 2013 (14/11/12)Divulgação

"Pensei um tempão sobre como dar dimensão a uma pessoa que não tem um lado sombrio", explica, "e acabei chegando à conclusão de que, se não podia mostrar defeitos, tinha que acrescentar outro tipo de característica numa criatura tão bondosa. Pensei em fazê-lo através do humor ‒ mas que tipo de humor tem uma bruxa?"

"Além do mais, eu podia ter medos", prossegue. "Ela podia duvidar de si mesma. E assim foi, tentei acrescentar esses detalhes para que ela não fosse uma personagem unidimensional."

Michelle contracenou a maior parte do tempo com James Franco, embora tenha feito algumas cenas inesquecíveis com Mila e Rachel.

"Pena que trabalhei pouco com as meninas", lamenta ela. "A gente praticamente só se reúne na cena final, ou seja, acabou se divertindo mais fora da tela do que nela."

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fonte: uol.com.br