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segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Curso de Cinema: Cinema Russo é tema de curso na USP




Módulo começará na quinta-feira, 1108/04/2013 12h34


A partir de quinta-feira, 11, e até 2 de maio, a professora e tradutora de russo Neide Jallageas de Lima estará ministrando na Universidade de São Paulo (USP) o Curso de Cinema Russo, Módulo 2. As aulas serão ministradas sempre às quintas-feiras, entre as 14h30 e as 17h30. Serão quatro quintas-feiras: 11, 18 e 25 de abril, e 2 de maio.

As inscrições poderão ser efetuadas até a véspera do início do curso, a quarta-feira, 10, na Secretaria da Faculdade de Letras da USP. O número do telefone para informações é (11) 3091-4645 e o prédio fica na Avenida Professor Luciano Gualberto, 403, no Butantã, e a sala em que o curso será ministrado é a de número 212.

Segundo a Professora Neide Jallageas, o Módulo 1 do Curso de Cinema Russo foi ministrado em 2011. Agora, entre 11 de abril e 2 de maio, acontece o Módulo 2 e, futuramente, serão promovidos os Módulos 3 e 4.

O Módulo 1 focalizou o nascimento do Cinema Russo em 1908 e as suas realizações subsequentes nas décadas de 1910 e 1920. O Módulo 2 vai se ocupar do chamado Realismo Soviético. Os Módulos 3 e 4 deverão concentrar as suas abordagens sobre as produções mais recentes da cinematografia russa.

Neide Jallageas é, também, editora do KINORUSS, os Cadernos de Cinema virtuais que focalizam o Cinema Russo. Estes Cadernos, que só dispõem da versão eletrônica, são veiculados em duas edições anuais. Os Cadernos KINORUSS podem ser acessados no endereço www.kinoruss.com.br .

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fonte:http://www.diariodarussia.com.br/

sexta-feira, 22 de março de 2013

Curso de Cinema: Mulher vive transformista em documentário de cineastas baianos

'Jéssica Cristopherry' celebra a parceria entre Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge e o lançamento da Buh!Fu Filmes, que reunirá seus trabalhos audiovisuais




Em ordem, Carolina Vargas, Paula Lice, Mitta Lux, Valérie O’hara, Rainha Loulou



Imagine uma atriz, nascida mulher, tentando mergulhar no controverso universo dos homens que representam o feminino nas noites de Salvador. Esta é a proposta de 'Jéssica Cristopherry', documentário que celebra a parceria entre os cineastas Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge e o lançamento da produtora Buh!Fu Filmes. Compartilhando roteiro e direção, o trio mostra, através de Jéssica, o universo dos artistas-transformistas da cena noturna.


O filme documenta a criação de Jéssica Cristopherry, alimentada pelos desejos transformistas da atriz e mulher Paula Lice. Para isso, ela conta com o auxílio de cinco das mais respeitadas transformistas de Salvador: Mitta Lux, Valérie O’hara, Carolina Vargas, Rainha Loulou e Gina d’Mascar.

A produção mostra o passo-a-passo da montagem da personagem, que vai se desnudando e se revelando como uma homenagem ao trabalho dos atores que investem e acreditam no transformismo como arte. Enquanto assiste ao nascimento de Jéssica, o público acompanha ainda o papo da atriz com o diretor teatral pernambucano Rodrigo Dourado, pesquisador apaixonado da cena transformista.




Transformistas ajudaram a produzir Paula Lice



O filme conta com a produção executiva da Movioca - Content House + Buh!Fu Filmes, com colaboração da Domínio Público, Uhu Filmes e Pequena Sala de Ideias; e recursos do Governo do Estado da Bahia, através do Edital Demanda Espontânea/2011.

Proposta
'Jéssica Cristopherry' é um filme de amor pela cena transformista e seus artistas. Ganhando pouco e investindo muito, esses artistas alimentam largas horas de show, dublando e interagindo com públicos diversos. Potencializam a ambiguidade entre ser e não ser mulher, cantar e não cantar, viver e não viver em um mundo glamourizado.

Gravações
Filmado no tradicional Beco dos Artistas, nos bares All Club e Melancia Blue, o documentário investiga o universo trans, em que as identidades biológicas e de gênero são desconstruídas. Nessa cena em que, tradicionalmente, as representações do feminino são performadas por homens, Jéssica quer saber como uma atriz, mulher de nascença, pode se tornar uma outra mulher, para além de sua identidade biológica.




Paula Lice e Valérie O’hara no Beco dos Artistas



Exibições
O filme tem estreia marcada para o próximo dia 26 de março (terça), às 20h30, no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. Além do lançamento no cinema, 'Jéssica Cristopherry 'cumprirá uma microtemporada nos bares em que foi gravado: All Club e Melancia Blue, no Beco dos Artistas, sob a batuta de Gina d’Mascar e Rainha Loulou.

Exibições no Beco dos Artistas:
27/03, no ALL CLUB, 22h, com Gina de Mascar.
03/04, no ALL CLUB, 22h, com Gina de Mascar.
07/04, no Melancia Blue, 22h, com Rainha Loulou.

Entrevista com os diretores de 'Jéssica Cristopherry', Rodrigo Luna e Paula Lice:

iBahia - Por que vocês decidiram trabalhar com o tema?

Rodrigo Luna - Um dia, numa estreia de uma peça de Paula Lice, ela confessou seu desejo semi secreto de se experimentar como transformista. Ronei, de bate pronto, disse que serial lindo fazer um filme sobre isso, esse desejo de uma mulher querendo se transformar numa super diva, um filme digno de Sundance. Eu, que por acaso também estava ali, disse pra gente marcar logo uma reunião que o projeto era massa. Passamos três anos nos reunindo esporadicamente para conceber de fato o projeto, e fomos contemplados no primeiro edital em que o escrevemos.

Paula Lice - Bom, Jéssica é uma brincadeira de criança minha, era o nome que eu usava para batizar minhas personagens. Acompanho a cena transformista de Salvador há anos, o desejo de me "montar" e dublar já foi realizado em trabalhos de escola e bares da cidade dedicados a isso. Unir os dois fetiches não foi difícil.


"Elas foram completamente desenvoltas, nos dando um material riquíssimo para trabalhar na edição" (Rodrigo)



iBahia - Como funcionou essa parceria Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge?

Rodrigo Luna - Com o filme aprovado, tivemos nossa primeira reunião realmente prática, e descobrimos que cada um de nós tinha um filme diferente na cabeça. Ali mesmo combinamos que acontecesse o que acontecesse, mesmo se o apocalipse estivesse acontecendo e perguntassem pra gente o que a gente estava fazendo, teríamos que responder: o mesmo filme! De fato, Jéssica acabou se tornando um quarto filme, um amálgama dessas visões, e que ainda se transformou mais durante o processo de montagem.

iBahia - Como foi trabalhar com as transformistas Rainha Loulou, Mitta Lux, Valérie O’hara, Carolina Vargas e Gina d’Mascar?

Rodrigo Luna - Desde o principio, decidimos que não queríamos 'dirigir' elas, no sentido tradicional. Nossa ideia era montar algumas situações e deixar todos bem a vontade, colhendo o que rolasse, mas com Paula em cena, que poderia direcioná-las caso fosse necessário. Acontece que elas foram completamente desenvoltas, nos dando um material riquíssimo para trabalhar na edição.






iBahia - No ano passado, a cineasta Ceci Alves lançou um assunto semelhante. Vocês assistiram? Se inspiraram nele para criar o doc?

Paula Lice - Ceci e nós fomos aprovados no mesmo ano, 2011, na mesma safra de editais, então, não foi uma inspiração. Além do que, Ceci produziu uma ficção sobre um caso real de homofobia que levou à morte de uma travesti por policiais, na década de 90. Jéssica é um documentário sobre a corporificação de um desejo de mulher pelo transformismo, homenageando carinhosamente o trabalhos desses artistas, atores transformistas da noite soteropolitana. São temas diferentes, portanto.

iBahia - Tiveram alguma dificuldade durante todo o processo de produção?

Rodrigo Luna - Acho que só as dificuldades normais inerentes a qualquer produção audiovisual… Tivemos que adiar as filmagens por causa da greve da polícia, por exemplo, mas tudo foi se contornando.


"É um documentário sobre a corporificação de um desejo de mulher pelo transformismo" (Paula)



iBahia - O que você espera que aconteça com a difusão do seu doc?

Paula Lice - Meu macro desejo é que ele acrescente às discussões sobre gênero, desejos, sexualidade, em suas livres expressões. E se o olhar para esses artistas for mais respeitoso e afetuoso por conta do filme, ele terá cumprido sua meta principal.

iBahia - Pretende continuar trabalhando com o tema em outras produções?

Paula Lice - Eu, pelo menos, sim. Há muitos desdobramentos sendo gestados agora para trazer mais futuros nesse campo pra gente.

Lançamento do documentário 'Jéssica Cristopherry'
Data - 26 de março, às 20h30
Local - Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha
Duração - 52 minutos
Entrada franca

Ficha Técnica:
Roteiro e Direção: Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge/ Produção Executiva: Movioca Content House e Buh!Fu Filmes/ Colaboração: Domínio Público, Uhu Filmes e Pequena Sala de Ideias. Direção de produção e Assistência de Direção: Roberta Martins/ Direção de Fotografia: Jeronimo Soffer/ Som Direto e Mixagem: Napoleão Cunha/ Edição: Rodrigo Luna/ Direção Musical: Ronei Jorge/ Elenco: Aldo Zeck, Bruno Santiago, Jean Carlos Macêdo, Luiz Santana, Paula Lice, Rodrigo Dourado e Valécio Santos.




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fonte: http://www.ibahia.com/

quarta-feira, 13 de março de 2013

China avança sobre mercado de cinema e fecha parcerias com grandes produtoras de Hollywood


Disney e Dreamworks já têm produções em aberto com financiamento do país oriental; filmes americanos estão sujeitos à censura do Partido Comunista chinês



O humor debochado e sarcástico de Tony Stark será fiscalizado por autoridades chinesas durante produção de Homem de Ferro 3


Todo mundo já se acostumou ao jeitão debochado e politicamente incorreto de Tony Stark, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr.. Só que, agora, tudo que o personagem fizer no terceiro filme da série terá que ser aprovado pelo Partido Comunista da China. Isso porque a coprodução de Homem de Ferro 3 será assinada pela Disney e a chinesa DMG. E esse é apenas o primeiro de uma série de projetos firmados entre Hollywood e a China.

Não foi à toa que os americanos apelaram para a dobradinha. Estatísticas indicam que até 2020 o gigante asiático deve ultrapassar os EUA como o maior mercado cinematográfico do mundo. De seu lado, os chineses se aproveitam para se tornar importante polo exportador de cultura. "A China e os EUA cozinham juntos com o objetivo de abocanhar para si o maior pedaço da torta", resume o espanhol Pello Zúñiga, jornalista radicado em Pequim e especializado na indústria cultural chinesa.

Uma das iniciativas mais ambiciosas é a da americana DreamWorks. Em agosto, foi anunciada a joint venture Shanghai Oriental DreamWorks, com 55% do capital nas mãos de três empresas estatais chinesas. A meta é empregar 2 mil pessoas e produzir até três filmes por ano. Um deles é Kung Fu Panda 3, que deve ficar pronto em 2016, ano em que também será inaugurado um complexo com cinemas e outras atrações, orçado em US$ 3,2 bilhões (R$ 6,4 bilhões).

Também em agosto foi a vez de o diretor James Cameron (Avatar) anunciar uma joint venture com empresas estatais chinesas para produzir equipamentos para filmagens em 3D. "Os chineses veem o 3D como o futuro", disse Cameron ao jornal Financial Times. Para Hollywood, a coprodução tem uma grande vantagem: escapar do limite de 34 produções estrangeiras por ano – recentemente, o governo chinês permitiu mais 14 produções, desde que em 3D. Por outro lado, trabalhar com Hollywood é a chance de o cinema chinês, que produz 500 longas por ano, aprimorar a capacidade mercadológica de seus filmes fora de suas fronteiras.

Para os americanos, a contrapartida pode ser difícil. Antes de ser rodado, o roteiro precisa ser revisado e aprovado pela Administração Estatal de Rádio, Filme e Televisão, órgão censor do governo. A entidade tem parâmetros draconianos para cenas de sexo e violência, além, é claro, para temas políticos. No ano passado, por exemplo, Tropa de Elite 2 teve 24 minutos cortados. Já o documentário Uma noite em 67, sobre os festivais de música da Record, foi censurado, provavelmente pelas referências à ditadura militar.

"Na China, você tem de ser bom em lidar com o governo e com o consumidor", explica o americano Dan Mintz, presidente da DMG Entertainment, empresa privada de entretenimento chinesa.

fonte:http://www.new.divirta-se.uai.com.br/


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segunda-feira, 4 de março de 2013

Filme do Amazonas 'ganha o mundo' e participa de festivais internacionais


"A Floresta de Jonatas" esteve no Festival de Roterdã, na Holanda.
Filme de Sérgio Andrade deve entrar no circuito nacional ainda este ano.



Inspirado em história real, filme foi o primeiro produzido na Região Norte a ser contemplado com edital do Ministério da Cultura. (Foto: Divulgação/Festival do Rio)

Depois de se tornar o primeiro filme amazonense a competir nos festivais de cinema do Rio de Janeiro e de São Paulo, “A Floresta de Jonatas” ganhou o mundo no início de 2013. Em fevereiro, a produção de Sérgio Andrade participou do Festival de Roterdã, na Holanda, onde teve cinco exibições “muito bem sucedidas”, de acordo com o cineasta.

Em entrevista ao G1, Andrade definiu a experiência na Europa – ele também esteve no Festival de Cinema de Berlim, na Alemanha – como “enriquecedora”. “O filme foi bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica. O Festival de Roterdã é bastante conceituado, então foi uma honra ver todas as sessões do filme lotadas”, disse.

Sérgio Andrade está animado com possibilidade
de levar "A Floresta de Jonathas" para outras
partes do mundo (Foto: Divulgação)

Na Alemanha, o cineasta amazonense não exibiu “A Floresta de Jonatas”, mas aproveitou a presença em Berlim – onde participou de discussões com outros representantes da sétima arte – para divulgar o filme e conhecer profissionais do cinema de todo o mundo. “Foi um momento de trocar experiências com gente que produz audiovisual na África, China, na própria Alemanha e em outros lugares do mundo. Eu tive contato com o mercado e apresentei esse projeto e o meu próximo, que ainda está em fase de captação de recursos”, contou Andrade, referindo-se ao filme “Antes o Tempo Não Acabava”, uma história de ficção que ele garantiu ser o oposto de “A Floresta de Jonatas”.

Após o sucesso na Holanda e o intercâmbio na Alemanha, a próxima parada na carreira internacional de “Jonatas” é em Praga, na República Tcheca. Ao mesmo tempo, o filme participa da Semana do Cinema Latino em Boston, nos Estados Unidos. “Não dá para comparar públicos. Os norte-americanos têm outra noção, outros conceitos. Mas não estou nervoso. Muito pelo contrário, meu sentimento é de alegria por estar levando essa produção pra fora”, garantiu.

Os brasileiros também terão chance de ver o trabalho do cineasta. No segundo semestre, ele pretende colocar o filme nas salas de cinema. Enquanto isso, “Jonatas” continua ganhando fama em festivais no país. “A próxima exibição dele no Brasil é na Mostra do Filme Livre no Rio de Janeiro. Também há planos de ir para Brasília e São Paulo novamente. A atenção internacional que o filme teve rendeu expectativas altas e a chance de aumentar o público”, afirmou.


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fonte: globo.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mini curso explora o cinema brasileiro nas décadas de 50 e 60




O cinema brasileiro tem uma história longa e diversificada nas produções e nos movimentos culturais mais conhecidos, como o Cinema Novo. As empresas de cinema criadas como tentativa de industrializar o setor também possuem um papel importante. Duas delas, as produtoras Atlântida e Vera-Cruz, são o tema do III módulo do minicurso “Conversas sobre Cinema e Filosofia”, que acontece nesta quinta-feira, 27, das 10h às 12h, no auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFPA.
Este módulo é chamado “O Cinema Brasileiro das Décadas de 50 e 60 – A Aventura da Atlântida e da Vera Cruz”. Na palestra, a professora da Faculdade de Filosofia e coordenadora do minicurso, Verônica Capelo, irá apresentar dados sobre a história e a produção cinematográfica das empresas, bem como cenas de alguns filmes. Entre eles, “Assim era a Atlântida”, do diretor Carlos Manga.
História - A Atlântida, empresa carioca, e a Vera Cruz, paulista, são duas produtoras importantes para se compreender o espírito da cinematografia brasileira dos anos 50 e 60. “A Atlântida e a Vera Cruz representam duas tendências. A Atlântida era uma produtora de baixo custo, que explorava uma imagem mais caricaturada, mostrando o brasileiro carnavalesco, o pandeiro, a festa”, explica a professora.
Já a Vera Cruz era uma produtora mais industrial. Criada em parceria com empresários italianos, ela produzia filmes tecnicamente mais bem feitos. “Em ambas as produtoras, temos filmes que são muito bons, como ‘São Paulo S.A’ e ‘O Homem do Sputnik’. Este, inclusive, sendo uma das primeiras comédias tendo como tema a Guerra Fria”, acrescenta Verônica.

Extensão - O minicurso é uma realização do Projeto de extensão “Troca de Olhares: Interfaces Entre Cinema e Filosofia”. De acordo com a professora, a ideia de criar um projeto que desse conta das relações entre as duas áreas surgiu de experiências próprias não apenas como cineclubista, mas também como acadêmico.
“Há mais de seis anos, eu ministro uma disciplina chamada ‘Recursos Audiovisuais no Ensino de Filosofia’, durante a qual utilizo pinturas e filmes e relaciono-os com as teorias de filósofos, como Gilles Deleuze, Maurice Merleau-Ponty e Michel Foucault. Essa relação existe também porque, a partir dos filmes, nós temos um espelho, uma representação de nós mesmos”, afirma.
Dois outros módulos foram realizados no início deste ano, no âmbito do minicurso “Conversas sobre Cinema e Filosofia: Breve História do Cinema”; e “Gêneros e Escolas Cinematográficas”. De acordo com a professora Verônica Capelo, ainda acontecerão outros módulos, inclusive, uma reedição daquele sobre “História do Cinema”.
A participação no minicurso é gratuita e aberta para todos os interessados. Certificados serão distribuídos para os presentes que assinarem a lista de frequência.
Serviço
Minicurso O Cinema Brasileiro das Décadas de 50 e 60 – A Aventura da Atlântida e da Vera Cruz. Dia 27 de outubro, das 10h às 12h, no auditório do IFCH.
Texto: Dilermando Gadelha – Assessoria de Comunicação da UFPA

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cinemas de rua abrem com multiplas atrações no Rio

Cinemas de rua reabrem com múltiplas atrações no Rio FOLHA "Em breve, num cinema perto de você." A expressão vai se tornar cada vez mais recorrente no Rio e em Niterói. Em pouco mais de um ano e meio, seis tradicionais cinemas de rua terão voltado a funcionar nas duas cidades. Quem começou esse boom foi o cine Joia, uma sala que não fica na rua, mas tem tal espírito. Situado numa galeria de Copacabana (zona sul), ele fechou as portas em 2005. Em abril, foi reaberto por empresários e cineastas, com melhorias na estrutura. Mas o charme da acanhada sala (87 lugares) foi mantido. "A nossa programação é de clássicos e obras de novos diretores. E em toda estreia fazemos debate com os realizadores", diz Carol Ficheira, gerente operacional do espaço, também usado para eventos literários e artísticos. Outro cinema que vai servir para diferentes fins é o Paissandu, no Flamengo (zona sul). O empresário Léo Feijó alugou o local por dez anos para que ele volte a funcionar, após três anos fechado. Templo da cinefilia, o Paissandu exibia filmes da nouvelle vague e do cinema novo. Com a reabertura, em junho próximo, terá sala de exibição e salão para shows, peças e eventos. "Em respeito à tradição, vamos exibir filmes mais autorais", diz Feijó. A aura em torno do Paissandu se deve muito ao programador da sala nos anos 1960, Fabiano Canosa. Ele planeja reativar no primeiro semestre de 2012 o Tijuca Palace, fechado desde 1982. Professor de cinema da PUC-Rio e conservador-chefe da Cinemateca do MAM, Hernani Heffner exalta a revalorização desses espaços. "Ali há uma relação artística e mais ampla com o cinema do que nas salas do shopping. São locais de arquitetura particular, nos quais o público está realmente interessado no espetáculo cinematográfico. Fazem parte da identidade cultural e memória afetiva da cidade", diz ele. O governo do Rio quer reativar o cine Olaria (zona norte), fechado há 15 anos, transformando-o em 2012 em centro cultural, como a prefeitura fará com o ex-cine Imperator, no Meier (zona norte). Aberta em 1954, a sala transformou-se em 1993 em uma casa de shows, hoje abandonada. No primeiro semestre de 2012, passará a abrigar filmes, shows e peças. Responsável pelo mais antigo curso de cinema do país, a Universidade Federal Fluminense, em Niterói, já recebeu da CEF R$ 10 milhões para a compra do cine Icaraí, fechado desde 2006. Futuro palco da Orquestra Sinfônica Nacional, mantida pela UFF, o espaço também exibirá produções de alunos e ex-alunos, além de filmes de arte. Fonte:O documento.com.br / Folha