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terça-feira, 2 de junho de 2015

Produção Cultural : Reflexões sobre uma nova ordem




Reflexões para uma nova ordem cultural

Entre a urgência por recursos e a falta de políticas públicas para o setor, especialistas discutem modelos de financiamento para projetos artísticos




O Magazine convidou especialistas para discutir alternativas de fomento


A esperada, embora desestruturante, notícia sobre o fim dos recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais ainda no mês de março, reforçou uma já percebida necessidade de reformulação. Não apenas na lei, mas na forma de se tratar a cultura no país.

Em tempos de movimentação no setor, com avanços e retrocessos, como a diminuição do orçamento para a cultura, implementação do Sistema Nacional de Cultura e processo de aprovação do Procultura e, em nível municipal, discussões sobre o Plano de Cultura de Belo Horizonte, o Magazine convidou alguns pesquisadores para refletir sobre possíveis novos rumos para a cultura no país, sem, no entanto, pretender esgotar a complexidade do assunto.

O cenário é de dependência e de discussão sobre o papel do Estado na cultura. Criada em 1991 como um estímulo ao investimento das empresas privadas no setor, a Lei Rouanet tinha data para encerrar sua atuação. Como nos lembra o pesquisador do Observatório da Diversidade Cultural José Oliveira Júnior, esse prazo terminaria em 2001, mas foi prorrogado para 2011 e se estende até os dias de hoje, em um período de frequentes e gritantes distorções da lógica inicial proposta pela ferramenta de incentivo e financiamento.

Os dados reforçados por recentes falas do ministro da Cultura, Juca Ferreira, são sintomáticos de uma doença: apenas 20% dos projetos apresentados ao Ministério da Cultura conseguem captar recursos no mercado, sendo que 80% ficam concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Dentro desses dois Estados, 60% ficam em suas capitais. Fora os números, a situação torna-se ainda mais delicada ao se avaliar as características dos projetos que estão em concordância com o retorno de imagem das empresas patrocinadoras. Os casos polêmicos de projetos de grande apelo comercial que não necessitariam do incentivo do dinheiro público são muitos: Cirque du Soleil, Claudia Leite, Luan Santana, Pedro Lourenço, Maria Bethânia e outros mais.

Mas nada disso é novidade, apenas reforça a dependência do setor cultural ao investimento privado realizado com dinheiro do cidadão. “As leis de incentivo, em sua modalidade singular brasileira, adquiriram uma centralidade no financiamento à cultura totalmente desproporcional e equivocada. Em alguns momentos, tornaram-se a única fonte de financiamento à cultura. Na maioria dos países onde essas leis existem, elas funcionam em conjunto com outros mecanismos. Hoje, elas são o centro do financiamento no país, com muitos e graves defeitos”, aponta Antônio Albino Canelas Rubim, professor, especialista em política cultural e secretário de Estado da Cultura da Bahia entre os anos de 2011 a 2014.

Para Bernardo da Mata Machado, atual secretário-adjunto de Estado de Cultura de Minas Gerais e ex-secretário de Articulação Institucional do MinC, o papel do setor público na cultura precisa ser repensado. “No início dos anos 80, quando nós optamos – digo nós, gestores públicos e segmentos culturais – pelo mecanismo do incentivo fiscal, havia um consenso em torno da ideia de que o ‘Estado não faz cultura’. Penso que essa ideia tem de ser revista. Não se pode confundir política cultural de Estados totalitários, todas de triste memória, com políticas culturais de Estados democráticos. Acho que os segmentos culturais já estão maduros para compreender e reivindicar a concretização do que reza nossa Constituição: ‘O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais’”, reflete Bernardo.

nova lógica. Como uma proposta inicial que esboça uma modificação na lógica de dependência do mercado, foi criado o Procultura, projeto que faz uma revisão da Lei Rouanet. De forma sucinta, o Procultura pretende dar maior destaque ao Fundo Nacional de Cultura, sem eliminar o mecanismo do incentivo fiscal, que vigora no país desde 1986 com a criação da Lei Sarney (depois extinta), e tornar mais igualitária a distribuição de verba para a cultura entre Estados e municípios.

O Procultura está em tramitação no Congresso Nacional desde 2009. “Penso que um dos motivos que dificultam a aprovação do projeto seja a resistência de forças econômicas, mas também culturais, que formaram uma poderosa rede de interesses que se sentem ameaçadas pela nova legislação. Basta consultar a lista dos principais patrocinadores, captadores de recursos e também de proponentes de projetos culturais para identificar a existência dessa rede”, instiga Bernardo.

No Procultura, o fortalecimento dos fundos públicos, em equilíbrio com os recursos destinados para renúncia fiscal, retira das mãos dos departamentos de marketing a escolha dos projetos que serão incentivados e tem como princípio a garantia da diversidade de linguagens artísticas e formas de expressão cultural. “Os fundos têm maior capacidade de atendimento, desde que sejam democráticos, republicanos, transparentes e suas
comissões de seleção sejam qualificadas e tenham autonomia nas suas decisões”, pondera Antônio Albino.


Mata Machado toma como exemplo o modelo implantado no Rio Grande do Sul. As empresas que se beneficiam dos incentivos fiscais devem retirar do próprio bolso a contrapartida de 25% do valor do projeto que patrocina. Essa porcentagem é destinada para os fundos de cultura. “Dessa forma, os fundos funcionariam como mecanismos de compensação das desigualdades que resultam da renúncia fiscal, especialmente as desigualdades regionais, já amplamente constatadas”, explica Mata Machado.

Lia Calabre, historiadora e pesquisadora dedicada aos estudos sobre políticas culturais, hoje presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, pondera, no entanto, que iniciativas como a do Rio Grande do Sul, que reforçaram os fundos, apresentam também outros modos de financiamento da cultura. Segundo ela, eles vão desde o fomento direto até mesmo à lei de incentivo, com empréstimos reembolsáveis e outros a fundo perdido, ou ainda microcréditos. “Enfim, o caminho para a solução está vinculado, por um lado, a um conhecimento dos públicos a serem atendidos e, por outro, à capacidade de diversificar as ferramentas de financiamento”, afirma Calabre.

É essa diversificação que a Bahia tem apresentado como modelo, conforme conta Antônio Albino. “Tornamos o Fundo de Cultura a maior fonte de financiamento no Estado, perfazendo algo em torno de 2/3 a 3/4 do financiamento estadual. Mantivemos o FazCultura (lei estadual de incentivo da Bahia), que só permite 80% de isenção, pois achamos fundamental que as empresas também aportem recursos delas para a cultura. Além disso, temos linhas de microcrédito. Buscamos construir um sistema de financiamento complexo adequado à complexidade do campo cultural e às políticas de diversidade cultural. Claro que isto é só o começo”, afirma o ex-secretário.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Curso de Cinema: História do cinema no Sesc



O Sesc Arsenal de Cuiabá está com inscrições abertas para o curso História do Cinema, que será realizado entre os dias 09 e 13 de abril. A inscrição é franca

Você se liga em cinema? Já tentou fazer, tem algum interesse ou é um mero curioso sobre a sétima arte? Então se liga nessa dica. As inscrições estão abertas para o curso de História do Cinema no Sesc Arsenal de Cuiabá. A atividade será ministrada pelo jornalista, crítico, curador, pesquisador e professor de audiovisual Cássio Starling (SP). O curso acontecerá entre os dias 09 e 13 de abril, das 18 h às 22 h, e a inscrição é gratuita.

O curso História do Cinema visa oferecer uma visão ampla, mas não superficial, dos passos que fundaram a cultura audiovisual no final do século 19, modificando-se incessantemente ao longo do século 20. Abordará como o audiovisual se reinventa no século 21 ao incorporar as possibilidades de expressão e comunicação por intermédio das novas tecnologias.

Em vez de uma abordagem evolutiva, o curso se organiza em torno das estéticas mais influentes de cada época, suas adaptações e transformações, e dos paradigmas nunca imutáveis, que se mantêm vivos à medida que se recriam.

Serão cinco dias de aulas. No primeiro dia (09), o ministrante trabalhará “Pré-cinema, Primeiro Cinema e domesticação da linguagem”. Serão abordados os dispositivos utilizados para projeção de imagens a partir do Renascimento; as imagens em movimento de Muybridge, Marey e Edison; Irmãos Lumière: a invenção do cinematógrafo e os primeiros filmes; o cinema ganha o reforço da imaginação: Georges Méliés; e um novo meio de contar velhas histórias: a construção de narrativas de Porter a Grifith.

Na segunda aula, no dia 10, Starling falará sobre “O sistema clássico e a guerrilha das vanguardas”. Sobre isso abordará a comédia como recurso para abalar a ordem; a invenção de Hollywood e seus recursos para dominar o mundo; as vanguardas europeias e as possibilidade de um outro cinema; e o caso Limite do cinema brasileiro.

No terceiro dia de aula (11) o professor tratará sobre “O cinema face aos descompassos do mundo”. Entrarão em discussão os filmes como arma de propaganda; a busca pelo que sobrou do humano em meio às ruínas; visões de artistas: Orson Welles e Alfred Hitchcock; o que é cinema de autor?; e o Brasil em busca de seu cinema.

No quarto dia (12) o tema da aula será “Rebeldes e herdeiros”. O crítico Starling abordará a emergência do cinema sem regras; as novas ondas varrem as telas do mundo; o cinema novo redescobre o Brasil; Hollywood movida a sexo, drogas e rock n’ roll; e Spielberg, Lucas e a reinvenção do espetáculo.

No quinto e último dia de aula (13), o professor Starling encerrará com o tema “O cinema na paisagem contemporânea”. Ele abordará dois casos de cineastas-cinéfilos: Almodóvar e Tarantino; o cinema como janela para o mundo: a emergência do Oriente, do Irã e da Argentina; e a tecnologia digital e a infinitude do audiovisual na contemporaneidade.

SOBRE CÁSSIO STARLING

Crítico, curador, pesquisador e professor de história do audiovisual. Graduou-se em Filosofia pela UFMT. Como crítico, colabora regularmente para o jornal Folha de São Paulo. Integra o grupo de curadores da Mostra de Cinema de Tiradentes, da CineOP e da CineBH. Editou as coleções “Folha Clássicos do Cinema” (2009), “Folha Cine Europeu” (2011), e “Folha Charles Chaplin” (2012). É autor do livro “Em Tempo Real” (Ed. Alameda, 2006) sobre narrativas de séries de TV.

Mais informações pelo telefone (65) 3611-0550.

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fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/

quinta-feira, 21 de março de 2013

RJ: curso de cinema muda percepção de alunos de escola pública

Na rotina, Reino Fungi, Pitágoras, fórmulas químicas, planaltos e planícies do interior do País. Mas que tal ir para a escola aprender a ser camera man ou protagonista de um filme? Foi isso que passou a acontecer com os alunos do Colégio Estadual José Martins da Costa, em Nova Friburgo (a pouco mais de 130 quilômetros da capital, Rio de Janeiro), depois que a escola foi selecionada em um edital da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Nos últimos meses, alunos e professores conheceram obras de cineastas como Wim Wenders, produziram seus próprios produtos audiovisuais, participaram de mostras internacionais e até visitaram Buenos Aires. Tudo isso como consequência do projeto CineZé, curso de cinema da escola, que, como atividade extraclasse, "mudou a percepção de vida de algumas pessoas", diz uma das coordenadoras do projeto, Daniella D'Andrea Corbo.


Muitas instituições da rede pública de ensino do Estado se inscreveram no edital. Apenas quatro foram selecionadas, entre elas, a José Martins da Costa. Depois da surpresa e do entusiasmo inicial dos estudantes de Nova Friburgo, os professores Daniella D'Andrea Corbo, de artes, e Ricardo Esteves Monteiro, de ciências, partiram para um processo de capacitação voluntário oferecido pela UFRJ. "Eu e o Ricardo fomos chamados para um curso de 10 dias, com representantes de mais de 30 escolas. Somente depois de um processo demorado e detalhado que fomos selecionados pela universidade", explica Daniella. O edital também garantiu a estruturação do projeto na escola, com a doação de equipamentos de cinema para a instituição.


Além da produção de filmes, em que alunos de 11 a 15 anos trabalham dirigindo, atuando, criando roteiros, o CineZé promove, mensalmente, um cineclube, em que debatem com a comunidade friburguense sobre diretores que os inspiram, produções inquietantes, o que lhes chamou atenção em certo filme. Para a professora Daniella, é extremamente prazerosa e gratificante a experiência de estar dentro da escola com um enfoque diferente do tradicional. "Ver alunos de 11 anos assistindo a filmes como Asas do Desejo, do Wim Wenders, e gostando é gratificante. Eles estão mudando a percepção deles, estão aprendendo a refletir sobre assuntos diversos desde novos. Isso acaba influenciando positivamente no desempenho dentro da sala de aula", diz.


O ápice do CineZé foi quando os dois primeiros filmes produzidos, os curtas Beba com Moderação e Uma Nuvem Engolindo a Montanha, foram selecionados para participar da Mostra Geração – Festival do Rio, que aconteceu em outubro de 2012, e da Mostra Latino-Americana do Festival Hacelo-Corto, em novembro do mesmo ano, em Buenos Aires, na Argentina. Na ocasião, os 22 integrantes do grupo de cineastas mirins participaram de um sorteio para selecionar quem representaria a escola na capital do país vizinho. Sara Ouverney Rimes Felipe, do 6º ano, Gabriel Heringer de Almeida, do 7º ano, e Luiza de Miranda Alcântara, do 9º ano, acompanharam os coordenadores na viagem. "Foi sensacional a experiência de, além de saírem do Brasil e conhecerem outra cultura, sentirem que são capazes de, com dedicação e amor, chegar a lugares que antes nem pensavam. O projeto deles estava em uma mostra no exterior, representando o país inteiro, isso significa muito", comemora Daniella.


Para 2013, o CineZé promete crescer. Será realizada uma audição com estudantes do Ensino Médio para aumentar o grupo com alunos mais velhos. Outro planejamento é incrementar o leque de produções. "Aos pouquinhos, gostaríamos de ingressar na área de animações, com bastante experimentação", prevê Daniella

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fonte:http://noticias.terra.com.br/

segunda-feira, 4 de março de 2013

Filme do Amazonas 'ganha o mundo' e participa de festivais internacionais


"A Floresta de Jonatas" esteve no Festival de Roterdã, na Holanda.
Filme de Sérgio Andrade deve entrar no circuito nacional ainda este ano.



Inspirado em história real, filme foi o primeiro produzido na Região Norte a ser contemplado com edital do Ministério da Cultura. (Foto: Divulgação/Festival do Rio)

Depois de se tornar o primeiro filme amazonense a competir nos festivais de cinema do Rio de Janeiro e de São Paulo, “A Floresta de Jonatas” ganhou o mundo no início de 2013. Em fevereiro, a produção de Sérgio Andrade participou do Festival de Roterdã, na Holanda, onde teve cinco exibições “muito bem sucedidas”, de acordo com o cineasta.

Em entrevista ao G1, Andrade definiu a experiência na Europa – ele também esteve no Festival de Cinema de Berlim, na Alemanha – como “enriquecedora”. “O filme foi bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica. O Festival de Roterdã é bastante conceituado, então foi uma honra ver todas as sessões do filme lotadas”, disse.

Sérgio Andrade está animado com possibilidade
de levar "A Floresta de Jonathas" para outras
partes do mundo (Foto: Divulgação)

Na Alemanha, o cineasta amazonense não exibiu “A Floresta de Jonatas”, mas aproveitou a presença em Berlim – onde participou de discussões com outros representantes da sétima arte – para divulgar o filme e conhecer profissionais do cinema de todo o mundo. “Foi um momento de trocar experiências com gente que produz audiovisual na África, China, na própria Alemanha e em outros lugares do mundo. Eu tive contato com o mercado e apresentei esse projeto e o meu próximo, que ainda está em fase de captação de recursos”, contou Andrade, referindo-se ao filme “Antes o Tempo Não Acabava”, uma história de ficção que ele garantiu ser o oposto de “A Floresta de Jonatas”.

Após o sucesso na Holanda e o intercâmbio na Alemanha, a próxima parada na carreira internacional de “Jonatas” é em Praga, na República Tcheca. Ao mesmo tempo, o filme participa da Semana do Cinema Latino em Boston, nos Estados Unidos. “Não dá para comparar públicos. Os norte-americanos têm outra noção, outros conceitos. Mas não estou nervoso. Muito pelo contrário, meu sentimento é de alegria por estar levando essa produção pra fora”, garantiu.

Os brasileiros também terão chance de ver o trabalho do cineasta. No segundo semestre, ele pretende colocar o filme nas salas de cinema. Enquanto isso, “Jonatas” continua ganhando fama em festivais no país. “A próxima exibição dele no Brasil é na Mostra do Filme Livre no Rio de Janeiro. Também há planos de ir para Brasília e São Paulo novamente. A atenção internacional que o filme teve rendeu expectativas altas e a chance de aumentar o público”, afirmou.


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fonte: globo.com

sexta-feira, 1 de março de 2013

Oportunidade para diretores de filmes


Oportunidade para diretores de filmes: Sundance Institute e Nokia buscam filmes curtos para Festival




A Nokia e o Sundance London Film and Music Festival 2013 estão convidando diretores e cineastas para enviar um trailer (15 a 60 seg.) para um curta-metragem inspirado no cenário da musical underground de uma cidade de escolha do diretor, o vídeo poderá ser uma animação ou live-action.

Dois trailers serão selecionados pelos júri do Sundance Institute e da Nokia. Os vencedores receberão: Um orçamento de $5000 dólares cada, para finalizar a produção do seu curta Dois Nokia Lumia920 Exibição garantida no Sundance London Film Festival Sessão de consultoria com um dos jurados Viagem com tudo pago para participar do Festival em Londres E ainda, um grande vencedor levará um prêmio de $5000 dólares!

Para mais detalhes, datas e para participar aqui: http://re.po.st/R5CZW2 Atenciosamente, Claudia Lins Community Relations Manager cell +1-415-955-7668 Talenthouse Inc. www.talenthouse.comblog.talenthouse.com Siga-nos: https://twitter.com/talenthouse_pt Curta: https://www.facebook.com/TalenthousePortugues San Francisco, CA


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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Funcine , os melhores recursos para cinema

Veja matéria completa em:  Cursos Raízes Culturais

Fundo permite investir no cinema e ainda pagar menos IR

Funcines visam fomentar indústria audiovisual brasileira; filmes como Divã e Tempos de Paz foram financiados por fundo Por Gabriella D'Andréa

SÃO PAULO - Já pensou em colocar seu dinheiro em uma aplicação diferente, que em vez de comprar ativos de renda fixa ou variável invista em filmes, por exemplo? Muitos investidores desconhecem, mas é possível investir em fundos do cinema nacional por meio dos Funcines (Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional).

O objetivo dos fundos é muito simples: investir na indústria cinematográfica e audiovisual do País. Para o investidor, uma das grandes vantagens é a possibilidade do investidor alocar até 6% do imposto de renda devido à Receita Federal como investimento. Se você tiver que pagar R$ 20 mil de imposto, por exemplo, pode investir R$ 1.200 nos funcines e pagar os R$ 18.800 restantes ao Governo. Para as empresas, a alocação permitida de parte do IR é um pouco menor: 3%.



Esses fundos têm como objetivo desenvolver e promover a indústria cinematográfica brasileira, financiando obras do cinema nacional. O Funcine Lacan Downtown Filmes, da gestora Lacan, é um exemplo. Filmes como a comédia “Divã” e os dramas “Tempos de Paz”, "Salve Geral" e "Corações Sujos" (foto) foram financiados por ele. De acordo com dados da gestora, o fundo já captou aproximadamente R$ 15 milhões.

Nesse caso, o investimento inicial mínimo é de R$ 50 mil. Sua taxa de administração é de 2% ao ano e a de performance é de 15% excedente ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 4% ao ano.

O Funcine Anima SP, também gerido pela Lacan, é uma alternativa para quem possui menos recursos. Com aporte inicial de R$ ......continua em Agenda /eventos
fonte:www.infomoney.com